O magistrado, no entanto, estabeleceu exceções para informações relacionadas a diligências em andamento que podem comprometer o andamento das investigações se forem divulgadas.
A decisão segue os acontecimentos da madrugada desta sexta-feira (11), quando o presidente da Corte havia determinado o fim do sigilo do inquérito. Fachin acolheu um pedido da Porcuradoria-Geral da República (PGR), que sustentou que a divulgação parcial dos autos poderia criar uma "ideia equivocada de transparência".
A medida ocorre em meio à crise interna no STF provocada pelas investigações sobre o Banco Master, que envolvem diversas autoridades da República. Além dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, estão citados os senadores Davi Alcolumbre (União-AP), Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e Ciro Nogueira (PP-PI), o procurador-geral, Paulo Gonet, e o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Com a determinação de ontem, alguns documentos começaram a ser liberados. No início da tarde, o ministro Alexandre de Moraes enviou ofício a Fachin questionando a seletividade de Mendonça no material que foi publicizado. Segundo o ofício de Moraes, Mendonça liberou a publicação de 14 procedimentos ligados às investigações, além do processo principal, conjunto que não corresponde à totalidade dos documentos sob sigilo.
Uma sessão extraordinária está marcada para 15 de setembro, quando os ministros deverão analisar a validade do relatório da Polícia Federal que reuniu registros de conversas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.


