A redução de de 0,25 ponto percentual ocorreu na última reunião antes das eleições presidenciais. Este é o menor nível dos juros desde março de 2025 (13,25%), quando a Selic estava em 13,25%
"O cenário atual, caracterizado por significativo aumento da incerteza, desancoragem das expectativas e riscos elevados em torno do cenário-base demanda serenidade e cautela na condução da política monetária. O comitê seguirá acompanhando a evolução do cenário de forma a manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta", anunciou o comitê.
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação brasileira. A atual meta do governo é de 3% ao ano, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%. A projeção do Copom é que a inflação possa convergir para a meta no primeiro trimestre de 2028, quando deve atingir a marca de 3,2%.
Pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em agosto, houve deflação (-0,32%), o menor patamar para um mês de agosto em quatro anos. Já a inflação oficial acumulada nos últimos 12 meses é de 4,22%.
EUA aumentam os juros
Também nesta quarta-feira (16), o banco central dos EUA, o Federal Reserve (Fed) aumentou os juros pela primeira vez desde 2023. A taxa básica de juros do país vai subir 0,25 ponto percentual, de 3,75% para 4%.
O aumento ocorre em um momento de alta inflação persistente decorrente da disparada dos preços do petróleo bruto devido à guerra dos EUA e Israel contra o Irã. A meta de inflação do Fed é de 2%.


