Em publicação neste sábado, o canal afirma que o judiciário iraniano na província meridional de Hormozgan afirmou que fragmentos de projéteis espalhados pelo local da cerimônia de casamento em 1º de setembro foram examinados como parte da investigação, mostrando que foram fabricados pela empresa americana Raytheon.
O ataque causou a morte de cinco pessoas de deixou mais de 70 feridos, segundo as autoridades.
Ainda segundo a matéria, citando fontes, houve um exame minucioso das inscrições, códigos de barras e outros detalhes gravados nos restos dos projéteis, não restando dúvidas de que as munições pertencem às forças armadas dos EUA.
O tipo de bateria térmica militar usada na munição revelou que ela pertence a uma série de baterias de alta tensão utilizadas exclusivamente nos sistemas de orientação de voo de bombas de precisão operadas pelas forças militares dos EUA.
O texto cita o código de identificação militar, CAGE Code: 96214, registrado nos fragmentos do projétil, o vincula diretamente à empresa de armamentos Raytheon Missiles & Defense, uma importante contratada de defesa dos EUA e corporação industrial que fabrica armas, além de equipamentos eletrônicos militares e comerciais.
As investigações também identificaram outros módulos de orientação e eletrônicos de voo no local do ataque, com etiquetas de advertência de descarga eletrostática com padrões militares MIL-STD nas caixas de liga metálica, indicando a natureza avançada da arma.
O governo e as Forças Armadas dos EUA ainda não assumiram responsabilidade pelo ataque, que o Irã condenou como um caso flagrante de crime de guerra. O vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, admitiu nesta quinta-feira (3) que as Forças Armadas dos EUA podem atingir por engano alvos civis, após os relatos do ataque à festa de casamento.
Bomba guiada com precisão pesando 500 quilos atingiu diretamente o local onde o casamento era realizado e deixou uma cratera de um metro e meio de largura no meio da sala de recepção, onde centenas de mulheres e crianças celebravam.
O governo do Irã afirma que o ataque representa evidente violação da Convenção de Genebra, e que um processo legal abrangente foi protocolado em tribunais nacionais e internacionais contra os autores e fornecedores de armas envolvidos no ataque.


