O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou neste sábado (5) que forças americanas atacaram três navios-tanque de petróleo iranianos após o lançamento de mísseis balísticos contra navios de guerra dos EUA na região do estreito de Ormuz.
Segundo o comando americano, um porta-aviões e um destróier precisaram realizar manobras evasivas durante os ataques, mas nenhum militar dos Estados Unidos ficou ferido.
Informações divulgadas posteriormente apontam que o alvo de um dos lançamentos iranianos teria sido o USS George Washington, porta-aviões da Marinha norte-americana. De acordo com a informação, o Irã teria empregado pela primeira vez um míssil balístico antinavio contra um porta-aviões dos EUA. Não houve registro de impacto na embarcação, que teria conseguido realizar manobras evasivas para escapar dos projéteis.
O CENTCOM confirmou que um porta-aviões americano e um destróier foram alvo de "múltiplos ataques" iranianos e conseguiram evitar os mísseis. A identificação do porta-aviões como o USS George Washington, porém, é atribuída a informações divulgadas após o ataque e não foi detalhada no comunicado público citado pelas autoridades americanas.
Em resposta, os Estados Unidos atacaram três petroleiros iranianos, identificados como M/T Downy, M/T Stark 1 e M/T Kylo. Segundo relato do comando dos EUA, as embarcações estavam ligadas a uma rede utilizada para financiar a Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) e grupos aliados na região. Um dos ataques ocorreu nas proximidades da ilha de Kharg, importante centro de exportação de petróleo iraniano.
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O comandante do CENTCOM, almirante Brad Cooper, afirmou que a ação americana foi uma resposta direta aos ataques contra os navios de guerra. Segundo ele, Washington pretende impor um custo econômico maior ao Irã e poderá voltar a atacar sua frota de petróleo caso considere necessário.
Uma resposta iraniana veio por meio do Quartel-General Khatam al-Anbiya, comando operacional conjunto das Forças Armadas iranianas. Teerã ameaçou intensificar os ataques contra embarcações militares americanas caso o bloqueio naval dos Estados Unidos e as ações contra navios iranianos continuem.
O comando afirmou que os ataques das Forças Armadas iranianas contra navios militares dos EUA "serão mais severos do que antes" e poderão ser ampliados caso Washington mantenha suas ações.


