Terreiro Carijós, no Recife, recebe encontro entre Patrimônios Vivos da cultura pernambucana

Von Fátima Pereira16/09/2026 às 15:1825 Aufrufe
Tribo Carijós, grupo de caboclinho mais antigo de Pernambuco, recebe mestras e mestres
Tribo Carijós, grupo de caboclinho mais antigo de Pernambuco, recebe mestras e mestres
Brasil de Fato

A memória e os modos de fazer da cultura popular pernambucana estarão no centro de uma programação gratuita realizada nesta quarta-feira (16), na Zona Norte do Recife. A partir das 16h, o Terreiro da Tribo Indígena Carijós do Recife, na Mangabeira, recebe uma roda de conversa com mestres, mestras e representantes de grupos tradicionais. Às 19h, as atividades continuam na Bomba do Hemetério, na Rua Guanabi, nº 382, com oficinas, exposição de objetos e elementos tradicionais e apresentações de manifestações da cultura popular.

Com uma programação que combina conversa, formação e apresentações artísticas, o projeto “Carijós acolhe os Patrimônios Vivos de Pernambuco em seu Terreiro” propõe um encontro entre diferentes expressões que integram o patrimônio cultural do estado. Entre os participantes estão o Coco de Umbigada, a Ciranda Dengosa, o Urso Cangaçá de Água Fria, o Maracatu Nação Raízes de Pai Adão e a própria Tribo Carijós do Recife.

A primeira atividade será dedicada à troca de experiências. Na roda “Partilha de Saberes”, com mediação de Jacira França, Superintendente de Patrimônio Imaterial da Fundarpe, representantes das manifestações convidadas compartilham trajetórias, lembranças e conhecimentos relacionados às práticas culturais que preservam.

Participam da conversa a Cacica da Tribo Carijós, Mãe Beth de Oxum, do Coco de Umbigada, a Mestra Cristina Andrade, da Ciranda Dengosa e do Urso Cangaçá de Água Fria, e representantes do Maracatu Nação Raízes de Pai Adão.

A escolha do Terreiro Carijós como ponto de partida também coloca em evidência a trajetória da própria tribo, reconhecida como o grupo de caboclinho mais antigo de Pernambuco. A partir desse espaço, o projeto amplia a programação para outras manifestações e cria um momento de convivência entre diferentes formas de expressão da tradição popular.

Na segunda parte do encontro, o público poderá participar de oficinas conduzidas pelos mestres e mestras envolvidos na iniciativa. A proposta é ir além da apresentação dos grupos e possibilitar um contato mais próximo com técnicas, objetos, linguagens e conhecimentos associados a essas manifestações.

A programação inclui ainda uma mostra de artesanato, figurinos e adereços tradicionais. O conjunto de atividades será complementado por apresentações do caboclinho Carijós do Recife, do Coco de Umbigada, da Ciranda Dengosa e do Maracatu Nação Raízes de Pai Adão.

Para o produtor geral e elaborador do projeto, professor Clébio Marques, reunir essas referências em uma mesma programação é uma forma de favorecer a circulação dos conhecimentos entre os próprios grupos e entre o público.

“Mais do que apresentar manifestações tradicionais, a iniciativa aposta no encontro como ferramenta de preservação. Ao juntar diferentes linguagens em diálogo, o projeto contribui para aproximar novas gerações desses conhecimentos e reforça a importância de manter vivos os modos de fazer”, defende.

Realizado com incentivo do Edital Multilinguagens 2025 da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), o projeto conta com apoio da Secretaria de Cultura de Pernambuco, do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

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