Na segunda-feira (14), o secretário da Força Aérea, Troy Meink, reconheceu pela primeira vez que os EUA têm uma arma implantada no espaço. Meink não deu nenhum detalhe do tipo de arma que está agora no espaço ou quando foi lançada, apenas sublinhando que ela "garantirá" que, quando os EUA forem ameaçados, possam "cuidar disso".
Essa ausência de informação gerou especulações sobre suas capacidades. Segundo a mídia norte-americana, a nova arma passou a ser o componente orbital do atual arsenal espacial do país, que inclui "bloqueadores terrestres destinados a interromper temporariamente os satélites de comunicações chineses e russos, embora não para os destruir".
Em 2022, os Estados Unidos prometeram que não realizariam testes destrutivos de mísseis antissatélite de ascensão direta. O tenente-general e comandante da Força Espacial, Greg Gagnon, especificou que a política dos EUA que proíbe a criação de detritos espaciais se aplica aos testes, mas não chegou a dizer que esta proibição se aplica à nova arma.
"A razão pela qual temos capacidades é ajudar a criar dissuasão", comentou Gagnon, citado pela mídia. "Quando você vai para a guerra, você quebra coisas", acrescentou.
Antes de deslocarem sua arma no espaço, os EUA tinham bloqueadores de antena parabólica do Sistema de Comunicação de Combate colocados em campo desde 2020, bem como o sistema móvel Meadowlands que estava em operação desde julho. No futuro, esses aparelhos devem ser reforçados com o complexo Terminal Modular Remoto, que está prestes a ser totalmente colocado em campo.
A reação da Rússia a essas revelações procedentes de Washington não demorou a chegar. A representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, comentou que as declarações de Meink sobre as "armas orbitais" de Washington são evidências diretas da intenção dos Estados Unidos de implantar armamentos no espaço. Segundo ela, Moscou considera necessário tomar medidas práticas urgentes para evitar uma corrida armamentista espacial.


