‘Votar pelo projeto que busca enfrentar a crise ambiental’: MST começa mutirão com plantio de árvores e mobilização para as eleições

Di Luís Indriunas19/09/2026 às 09:0019 visualizzazioni
Mutirão em Defesa da Natureza e da Democracia leva mudas de árvores e formação política pelo país.
Mutirão em Defesa da Natureza e da Democracia leva mudas de árvores e formação política pelo país.
Brasil de Fato

A partir deste sábado (19) e até dia 3 de outubro, véspera do primeiro turno das eleições, acontece o Mutirão em Defesa da Natureza e da Democracia, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Em uma eleição em que estão em disputa dois projetos antagônicos de país, a mobilização prevê plantio de árvores, doação de mudas, formação política e agroecológica e campanha eleitoral na rua, nos assentamentos e nos acampamentos por todo o país.

“Nós estamos mobilizando o conjunto da base do MST para realizar ações que demonstrem para a sociedade a importância de se manter a democracia, de se votar pelo projeto político que busca cuidar e avançar no enfrentamento à crise ambiental, para que a gente consiga manter a democracia e também avance na melhoria da qualidade de vida da classe trabalhadora”, destaca Camilo Augusto, da Coordenação Nacional do Plano Plantar Árvores, Produzir Alimentos Saudáveis.

Com o lema “Reforma Agrária Popular é cuidar da natureza e defender o Brasil!”, a mobilização faz parte do Plano Nacional Plantar Árvores, Produzir Alimentos Saudáveis, lançado em 2020, que projeta plantar 100 milhões de árvores até 2030 nas escolas do campo, cooperativas, centros de formação técnica, praças, parques, avenidas, comunidades urbanas e rurais, assentamentos e acampamentos do MST. Até agora, já foram plantadas 45 milhões de árvores e criados cerca de 300 viveiros da Reforma Agrária.

Em junho deste ano, durante a Jornada da Natureza, no Dia Mundial do Meio Ambiente, foram plantadas mil árvores no Corredor Ecológico Corinthiano, nos arredores do estádio do time paulista, na Zona Leste de São Paulo. No mesmo mês, outras mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica começaram a ser plantadas em diferentes regiões do Rio de Janeiro, em parceria com diversas organizações populares.

A ação efetiva de colocar a mão na terra tem também o objetivo de denunciar o modelo destrutivo do agronegócio e seus impactos ao meio ambiente.

É contra esse modelo, da extrema direita, que o movimento se organiza para as eleições. “Neste ano, se coloca uma disputa de projeto de país. Um lado é abertamente apoiador da destruição do meio ambiente, que é o projeto da extrema direita capitalista, que apoia abertamente a destruição da natureza, a flexibilização das leis ambientais, a mineração em larga escala. O outro lado é um projeto que vem obtendo resultados contundentes no terceiro mandato do governo Lula, de redução do desmatamento, de enfrentamento aos desastres ambientais, surtindo bastante efeito junto à população”, detalha.

O desmatamento na Amazônia Legal, por exemplo, teve a maior redução percentual de desmatamento já registrada na região, caindo 61,4% em maio deste ano, em relação ao mesmo mês de 2025.

Além de discutir as eleições majoritárias, a mobilização vai apresentar candidatos ao Congresso Nacional alinhados com a reforma agrária, a soberania alimentar e a preservação ambiental.

“Vamos também colocar para o conjunto da sociedade a importância de, no cenário eleitoral, olhar para as candidaturas que têm propostas concretas para o enfrentamento à crise ambiental”, explica Camilo.

Fonte
Brasil de Fato
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