Em debate para o Senado, Derrite critica o Bolsa Família e Marina diz que adversário desconhece a pobreza

24/09/2026 às 01:14114 Aufrufe
A candidata ao Senado Marina Silva durante debate do Estadão.
A candidata ao Senado Marina Silva durante debate do Estadão.
Brasil de Fato

Em debate promovido pelo Estadão e pela Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), a ex-ministra e candidata ao Senado, Marina Silva (Rede), afirmou que o candidato Guilherme Derrite (PP) “desconhece quem passa fome no Brasil” e defendeu o reajuste que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aplicou ao Bolsa Família, para recompor a inflação.

“Você desconhece quem passa fome e trata dessa maneira um programa que ajudou o Brasil a tirar o nosso país do Mapa da Fome. Vossa Excelência não tem nenhuma sensibilidade e se sente envergonhado de dizer que apoia a posição do presidente [Lula]”, afirmou a candidata.

O candidato aliado de Flávio Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) criticou o reajuste e o próprio benefício, chamando-o de “assistencialismo”, o que foi contestado pela candidata da Rede.

“Chamar de assistencialismo um programa que assegura a uma mãe de família ter o que dar de comer para os seus filhos. Aqui em São Paulo são cerca de 2 milhões de famílias e 3 milhões de crianças e adolescentes que se beneficiam do Bolsa Família”, reforçou Marina.

Anteriormente, o candidato do PP havia afirmado que o programa é importante e quis ligá-lo ao presidente Bolsonaro, que teria dado um momento significativo, acusando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ação “eleitoreira” ao anunciar o novo reajuste do benefício, ignorando que Bolsonaro concedeu um reajuste de 50% em período eleitoral.

Marina retrucou: “o reajuste no governo Bolsonaro saiu de R$ 400 para R$ 600, só que com data marcada. E para acabar no dia 31 de dezembro. O presidente Lula está fazendo um reajuste [de 15%] para corrigir a inflação e não tem data marcada para acabar”, disse a ex-ministra de Lula.

Mostrando desconhecimento sobre o funcionamento do Bolsa Família, Derrite disse que vai criar “um gatilho” para que as pessoas possam sair do programa e “não permaneçam presas”. Marina lembrou, então, que 700 mil pessoas, só no estado de São Paulo, saíram do programa por melhora nas condições de vida.

O ex-secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas disse ainda que o governo Lula “prometeu picanha e entregou desemprego” e que “a população empobreceu”, ignorando dados recentes da economia brasileira que mostram o contrário.

Em julho de 2025, o Brasil deixou o Mapa da Fome pela segunda vez, após ter voltado nos anos de governo Bolsonaro. E também teve redução recorde nos índices de pobreza.

Entre janeiro e julho de 2026, o Brasil criou 921.645 empregos com carteira assinada, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged). Observado apenas o trimestre encerrado em julho de 2026, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,3%, sendo o menor índice já registrado para esse período específico.

Quelle
Brasil de Fato
Original öffnen ↗
War diese Nachricht nützlich?

Debatten 0

Seien Sie der Erste, der zur Debatte beiträgt.

Teilen Sie Ihre Informationen und fördern Sie Ihr Argument

Zögern Sie nicht, nützliche Informationen zu veröffentlichen.

Um an der Diskussion teilzunehmen, melden Sie sich an oder erstellen Sie ein kostenloses Konto.