MPRS nimmt an Seminar über Familienangehörigkeit in Porto Alegre teil

22/09/2026 às 21:0368 Aufrufe
Ministerio Publico do Rio Grande do Sul
22/09/2026 17:12 camila

A importância do acolhimento familiar e a necessidade de ampliar o número de famílias habilitadas para receber crianças e adolescentes foram os temas centrais do 1º Seminário Municipal do Acolhimento Familiar de Porto Alegre, realizado nesta terça-feira, 22 de setembro.

O serviço tem como finalidade receber temporariamente crianças e adolescentes afastados do convívio familiar por medida protetiva. Considerado a modalidade mais humanizada de acolhimento, o acolhimento familiar assegura atenção individualizada, afeto e condições adequadas para o desenvolvimento integral. A iniciativa não se trata de adoção: seu objetivo é garantir cuidado, convivência familiar e desenvolvimento saudável durante um momento de vulnerabilidade, enquanto crianças e adolescentes precisam ficar afastados da sua família.

Na abertura do evento, a coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Educação, Infância e Juventude, Cristiane Corrales, destacou que atualmente, 5,8% das crianças e dos adolescentes acolhidos no Estado estão em famílias acolhedoras, mas que é preciso ampliar o atendimento: " É necessário manter o trabalho permanente de expansão do serviço, especialmente em Porto Alegre, onde ainda há um número elevado de crianças e adolescentes em instituições de acolhimento”, ressaltou a promotora de Justiça.

A programação contou com palestra sobre a relevância dos vínculos afetivos e do cuidado na primeira infância. Na sequência, a promotora de Justiça da Infância e Juventude de Porto Alegre Carla Souto integrou o painel “O Sistema de Justiça e a integração com a rede municipal de proteção da infância”, debatendo a articulação interinstitucional e os desafios para o fortalecimento do acolhimento familiar.

Carla Souto destacou que Porto Alegre tem mais de 800 crianças e adolescentes em instituições de acolhimento, enquanto apenas 15 estão inseridos em famílias acolhedoras, com 18 famílias cadastradas neste momento. “Precisamos ampliar significativamente o número de famílias acolhedoras na Capital para oportunizar a essas crianças e adolescentes o desenvolvimento em ambiente familiar, cercados de cuidado, afeto e vínculos sólidos. Esse é um compromisso que exige a mobilização de toda a sociedade e o contínuo fortalecimento da rede de proteção”, destacou Carla.

No encerramento do encontro, Rosana Chiappa Duarte compartilhou sua vivência no acolhimento de dois irmãos, de 2 e 3 anos, além de já ter aberto as portas e o coração para acolher uma menina de 4 anos: “Oferecer amor, carinho e segurança a quem precisa em um momento tão delicado é algo profundamente recompensador. Mesmo sabendo que se trata de uma convivência temporária, a certeza de estender a mão e acolher essas crianças no momento em que elas mais necessitam faz tudo valer a pena.”

A promotora de Justiça da Infância e da Juventude de Porto Alegre Cinara Vianna Dutra Braga acompanhou o seminário, promovido pelo Comitê Gestor Interinstitucional de Famílias Acolhedoras, integrado pelo MPRS, Tribunal de Justiça (TJRS), Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDES) e Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Rio Grande do Sul (OAB/RS).


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