Após crescimento de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) entre janeiro e março, a desaceleração acumulou cinco trimestres consecutivos e chegou a nível semelhante ao observado na pandemia. É a primeira vez em dois anos que o dado é negativo em relação ao trimestre anterior.
Com essa nova contração, basta mais um trimestre negativo para que a Argentina entre em uma recessão técnica.
Uma recessão técnica ocorre quando o PIB registra queda por dois trimestres consecutivos na comparação com os trimestres imediatamente anteriores. Quando a economia encolhe, o dinheiro circula menos e afeta diretamente o bolso, o emprego e a qualidade de vida das pessoas.
O levantamento indica que o consumo privado caiu 2,4% no período e o consumo público recuou 2,3%. Já a formação bruta de capital fixo, que indica investimento, caiu 0,8% e as importações, 3,5%. Apenas as exportações aumentaram: 2,5%.
Na comparação com igual período de 2025, o PIB cresceu 2% em termos anuais e acumulou crescimento de 2,2% no primeiro semestre. Já a formação bruta de capital fixo caiu 11,1% em relação ao ano anterior. O consumo privado avançou 0,4% e o público caiu 4,1%. As exportações cresceram 13,7%.
O estudo aponta o recuo de 15,2% em máquinas e equipamentos e de 22,1% em equipamentos de transporte como as principais causas da queda anual dos investimentos. Os investimentos em construções contraíram 0,1% e outras construções caiu 8,2%.
Ainda segundo o Indec, a indústria manufatureira caiu 2,1% em relação ao ano anterior, a administração pública recuou 1,4%. Já a exploração de minas e pedreiras cresceu 16,4%, o setor agropecuário avançou 6,9% e a pesca registrou um salto de 44,7%. A construção apresentou variação positiva de 0,2% e o comércio permaneceu estável.


