TeleJustiça celebra 30 anos de história, inovação e atendimento humanizado no Judiciário cearense

به قلم EDSON VIANA GOMES22/09/2026 às 19:3057 بازدید
Participaram do evento magistradas(os), servidoras(es), colaboradoras(es) e representantes de instituições parceiras
Participaram do evento magistradas(os), servidoras(es), colaboradoras(es) e representantes de instituições parceiras
Tribunal de Justica do Ceara

Antes do Balcão Virtual e dos canais digitais de atendimento, uma ligação telefônica inaugurou uma nova etapa na história do Judiciário cearense. Criado em 10 de dezembro de 1996, o TeleJustiça nasceu com a missão de aproximar a população dos serviços do Poder Judiciário e realizou seu primeiro atendimento ainda no dia da inauguração, quando um cidadão buscou orientações sobre uma ação de usucapião. O que começou como um meio de informação tornou-se a base de um modelo de atendimento que hoje é referência em acolhimento, acessibilidade e humanização no Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE).

Essa trajetória foi celebrada nessa segunda-feira (21/09), durante programação especial realizada no átrio da sede do TJCE. O evento reuniu magistradas(os), servidoras(es), colaboradoras(es) e representantes de instituições parceiras para relembrar os 30 anos do serviço e destacar avanços relacionados à inovação, acessibilidade e qualificação do atendimento prestado à população.

O presidente do TJCE, desembargador Heráclito Vieira de Sousa Neto, destacou o contexto em que o TeleJustiça foi criado e a mudança promovida pelo serviço no período em que o atendimento ainda dependia do deslocamento até as unidades. “O TeleJustiça surgiu como uma novidade. Não havia o acesso que há hoje ao Judiciário. É uma estrutura que evoluiu e beneficia principalmente o cidadão e a cidadã. Por isso, este momento é uma celebração e também um reconhecimento do trabalho realizado em prol da sociedade. Parabéns a todos e a todas.”

 

INOVAÇÃO A SERVIÇO DA PROTEÇÃO À MULHER

 

Uma das principais ações da programação foi o lançamento de uma nova funcionalidade do aplicativo TJCE Mobile voltada ao pedido de medidas protetivas de urgência. A ferramenta permitirá que mulheres em situação de violência doméstica solicitem proteção de forma mais rápida, segura e acessível, diretamente pelo celular.

Ao apresentar a novidade, a presidente da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, desembargadora Vanja Fontenele Pontes, informou que a ferramenta representa mais um avanço na ampliação do acesso à Justiça para mulheres em situação de vulnerabilidade. “Hoje, as mulheres que tiverem problemas de violência poderão, através do seu celular, acionar a medida protetiva. E de uma forma rápida. É uma alegria muito grande ver o quanto o acesso à Justiça está facilitado.”

 

Participaram do evento magistradas(os), servidoras(es), colaboradoras(es) e representantes de instituições parceiras
Participaram do evento magistradas(os), servidoras(es), colaboradoras(es) e representantes de instituições parceiras
Participaram do evento magistradas(os), servidoras(es), colaboradoras(es) e representantes de instituições parceiras

 

A nova funcionalidade permite o preenchimento de informações sobre a vítima, o agressor e o tipo de vínculo existente entre eles. Além disso, para facilitar o acesso e ampliar a inclusão, a usuária poderá gravar um áudio em vez de digitar o relato da situação, que será encaminhado diretamente ao Poder Judiciário, garantindo mais agilidade na análise da demanda. A medida protetiva poderá ser solicitada de forma imediata, e o requerimento será distribuído às(aos) magistradas(os) responsáveis, que terão prazo de até 48 horas para analisar a concessão da proteção.

 

TECNOLOGIA E ACOLHIMENTO

 

Durante o evento, o diretor estadual de Atendimento do TJCE, Nelson Ricardo de Moraes Nogueira, relembrou os marcos que contribuíram para a evolução do atendimento à(ao) cidadã(o). Em um resgate histórico da trajetória iniciada com o TeleJustiça, ele citou os investimentos em tecnologia, a expansão dos canais de atendimento e a construção de um modelo centrado na inovação, na acessibilidade e na humanização dos serviços prestados à população. Confira AQUI a trajetória do TeleJustiça

Um dos idealizadores da atual estrutura de atendimento do TJCE, ele reforçou ainda a importância de manter o equilíbrio entre inovação tecnológica e atendimento humanizado. “Para que essa inovação alcance o cidadão, existe um recurso valiosíssimo, que é o ser humano. O atendimento, hoje, é acolhimento. Quando conseguimos unir estratégia, tecnologia e atendimento, percebemos que estamos no caminho certo. O nosso objetivo é fazer com que a população tenha cada vez mais acesso à Justiça de forma simples, acolhedora e eficiente”, salientou.

 

“Protocolo em Verso”, apresentado pela cordelista Julie Oliveira e pelo sanfoneiro Carlos Freitas, que traduziram para a linguagem popular os protocolos de atendimento utilizados pelo Tribunal
“Protocolo em Verso”, apresentado pela cordelista Julie Oliveira e pelo sanfoneiro Carlos Freitas, que traduziram para a linguagem popular os protocolos de atendimento utilizados pelo Tribunal
“Protocolo em Verso”, apresentado pela cordelista Julie Oliveira e pelo sanfoneiro Carlos Freitas, que traduziram para a linguagem popular os protocolos de atendimento utilizados pelo Tribunal

 

Outro destaque da programação foi o painel “Tradição e Inovação: A Trajetória de Transformação nos 30 Anos”, que reuniu as juízas Dayana Cláudia Tavares Barros de Castro e Ana Carolina Montenegro Cavalcante, com mediação do diretor estadual, Nelson Nogueira. Durante o encontro, as magistradas discutiram os desafios de conciliar inovação tecnológica e atendimento humanizado na prestação jurisdicional.

A juíza idealizadora do novo fluxo do Depoimento Especial no Ceará e titular da 2ª Vara da Comarca de Boa Viagem, Dayana Cláudia Tavares Barros de Castro, destacou iniciativas voltadas à proteção de crianças e adolescentes vítimas de violência, especialmente os protocolos que buscam evitar a revitimização durante o depoimento especial. “A primeira vez que a pessoa é recebida faz toda a diferença. Ela não precisa entender a estrutura do Judiciário; precisa sentir que está sendo ouvida e que alguém vai ajudá-la.”

Já a cogestora dos projetos de IA e Robotização do TJCE, juíza Ana Carolina Montenegro Cavalcante, disse que a inovação no Judiciário deve estar sempre acompanhada de sensibilidade e cuidado com as pessoas mais vulneráveis. “A tecnologia nunca vai funcionar se do outro lado não houver humanidade. As pessoas só querem ser ouvidas e ninguém vai conseguir substituir isso.”

 

HISTÓRIA CONSTRUÍDA POR PESSOAS

 

A programação também contou com o momento cultural “Protocolo em Verso”, apresentado pela cordelista Julie Oliveira e pelo sanfoneiro Carlos Freitas, que traduziram para a linguagem popular os protocolos de atendimento utilizados pelo Tribunal, reforçando a importância da comunicação acessível como instrumento de aproximação entre a instituição e a sociedade.

A celebração foi encerrada com a palestra magna “A Arte de Encantar e Fidelizar o Usuário”, ministrada pela jornalista e palestrante Mariana Sasso, que abordou temas como empatia, comunicação e excelência no atendimento. “Atender não é apenas ouvir. Atendimento é acolhimento. Não é apenas informar ou orientar, mas fazer com que o cidadão viva uma experiência.”

 

Painel “Tradição e Inovação: A Trajetória de Transformação nos 30 Anos”, que reuniu as juízas Dayana Tavares e Ana Carolina, com mediação do diretor estadual, Nelson Nogueira
Painel “Tradição e Inovação: A Trajetória de Transformação nos 30 Anos”, que reuniu as juízas Dayana Tavares e Ana Carolina, com mediação do diretor estadual, Nelson Nogueira
Painel “Tradição e Inovação: A Trajetória de Transformação nos 30 Anos”, que reuniu as juízas Dayana Tavares e Ana Carolina, com mediação do diretor estadual, Nelson Nogueira

 

Durante a palestra, Mariana Sasso lembrou o trabalho desenvolvido pelas equipes de atendimento do TJCE e enalteceu o compromisso das(os) profissionais com o acolhimento das(os) usuárias(os). “Cada pessoa que trabalha no TeleJustiça é uma representante da instituição. Quando fazemos o usuário viver uma experiência extraordinária, fazemos com que ele também confie na Justiça”, observou.

 

CIRCUITO INTERATIVO

 

A programação do evento também contou com o Circuito da Jornada dos 30 Anos do TeleJustiça, uma iniciativa interativa de resgate da história do serviço e apresentação das iniciativas atualmente disponíveis para o público interno e externo.

A atividade contou com nove estandes, quiz interativo, espaços para fotos e vídeos e uma exposição que recupera momentos da trajetória do TeleJustiça até a atual Central de Atendimento Judicial (CAJ). Ao longo do percurso, as participantes e os participantes conheceram a linha do tempo do serviço, os protocolos de atendimento humanizado, a atuação da Central Interna de Atendimento (CIAT), as funções do TeleJustiça e iniciativas relacionadas à inovação e à tecnologia de governança.

 

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Também foram apresentados a CAJ Mulher, a atuação da Central no PopRuaJUD e as ações do Programa de Modernização do Judiciário do Ceará (Promojud). Ao completar o percurso pelos estandes, as participantes e os participantes receberam um brinde especial.

Para Maria de Jesus Pontes de Queiroz, diretora de secretaria da 2ª Vara da Comarca de Beberibe, a iniciativa facilita o acesso às informações, especialmente para quem atua no interior. “É uma iniciativa excelente porque aproxima a servidora e o servidor, principalmente quem trabalha no Interior, que tem a oportunidade de ter acesso às informações de maneira mais prática e mais rápida, sobre os serviços que são ofertados pelo Tribunal. Por conta da demanda de atividades do nosso dia a dia, gente acaba não participando de maneira mais efetiva de todos esses programas que o Tribunal disponibiliza para o público interno e o público externo.”

 

O TELEJUSTIÇA

 

As celebrações pelos 30 anos do TeleJustiça resgatam o legado construído desde a sua criação, em 10 de dezembro de 1996, e a contribuição para a ampliação do acesso à Justiça no Ceará. Considerado a célula inicial do atual modelo de atendimento humanizado do Judiciário cearense, o canal permanece entre os mais procurados pela população em busca de informações processuais, orientações sobre serviços judiciais e encaminhamentos para outras instituições, de acordo com as necessidades apresentadas. Confira AQUI a trajetória do TeleJustiça

 

Profissionais que trabalham na Central de Atendimento Judicial marcaram presença no evento
Profissionais que trabalham na Central de Atendimento Judicial marcaram presença no evento
Profissionais que trabalham na Central de Atendimento Judicial marcaram presença no evento

 

Ao longo dessas quase três décadas, o serviço acompanhou as transformações tecnológicas e sociais, ampliou os canais de comunicação com o público e ajudou a construir uma cultura de atendimento centrada nas necessidades da cidadã(o). Hoje, o legado do TeleJustiça está presente nas Centrais de Atendimento Judicial (CAJs), que já somam 54 distribuídas pelo Estado, nos Pontos de Inclusão Digital (PIDs), no Balcão Virtual e em diversas outras iniciativas que aproximam a Justiça da população cearense.

Como resultado da política de atendimento humanizado desenvolvida pelo TJCE, somente no primeiro semestre de 2026 foram realizados mais de 540 mil atendimentos e recepcionadas cerca de 378 mil pessoas, com índice de satisfação de 98,95% registrado em quase 40 mil pesquisas respondidas pelas(os) usuárias(os).

منبع
Tribunal de Justica do Ceara
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