"Estamos prevendo menos chuvas, algo que já temos experimentado, e estamos operando com um calado de 44 pés durante os meses mais secos, o que limita o volume de toneladas", afirmou.
Estão previstos 621 trânsitos a menos em comparação ao orçamento vigente, detalhou. Quanto à proposta orçamentária para o próximo ano fiscal, que compreende o período de outubro de 2026 a setembro de 2027, estima-se alcançar receitas de US$ 5,555 bilhões (R$ 28,30 bilhões), o que representa um aumento de 6,6% em relação aos US$ 5,2072 bilhões (R$ 26,75 bilhões) previstos para o exercício em curso, apesar da possível redução no número de trânsitos.
Mais cedo, entrou em vigor a segunda fase das restrições ao trânsito pelo canal. A escassez de água é considerada um dos principais desafios para o futuro do canal. As autoridades implementam medidas de economia de água há cerca de uma década, mas a irregularidade das chuvas e o aumento da frequência de períodos secos dificultam a manutenção da capacidade de operação.
O canal do Panamá utiliza água doce armazenada em reservatórios para operar suas eclusas e permitir que os navios atravessem os cerca de 80 quilômetros entre os oceanos Atlântico e Pacífico. A administradora afirmou que as alterações nos padrões de chuva provocadas pelas mudanças climáticas fazem com que períodos de escassez hídrica ocorram atualmente a cada três anos, aproximadamente.


