Dinamarca afirma que acordo militar com os EUA não cederá soberania

20/09/2026 às 01:4352 visualizações
Foto: AVISO: midia estatal russa / Sputnik Brasil
Os Estados Unidos, a Dinamarca e a Groenlândia anunciaram na última sexta-feira (18) que haviam firmado um acordo para que os EUA desenvolvessem uma presença militar significativa na Groenlândia, proibindo, ao mesmo tempo, que adversários dos EUA construíssem suas próprias bases na ilha.
Detalhes importantes do acordo não foram divulgados, incluindo a extensão da presença militar dos EUA no território dinamarquês autônomo e se algum poder formal sobre política externa e recursos seria cedido a Washington.
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A Dinamarca e a Groenlândia expressaram a esperança de que o acordo — cuja assinatura é esperada para ocorrer durante a Assembleia Geral da ONU na próxima semana — encerre meses de incerteza desencadeados pelas ameaças de Trump de assumir o controle da Groenlândia.

"A próxima semana pode ser uma boa semana — para a Groenlândia, a Dinamarca e os Estados Unidos", disse o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen. "Espera-se que um período de incerteza dê lugar a um acordo vinculativo que fortaleça a segurança no Ártico e no Atlântico Norte e, consequentemente, a nossa segurança compartilhada na OTAN e na Europa — respeitando, ao mesmo tempo, as linhas vermelhas do Reino (da Dinamarca)."

O acordo "confere aos Estados Unidos controle permanente sobre a segurança e todas as outras necessidades na Groenlândia", disse Trump, acrescentando que nenhum adversário teria permissão para manter uma base ou presença militar na Groenlândia, nem realizar investimentos sensíveis no local, sem a aprovação expressa e por escrito de Washington.
A Dinamarca e a Groenlândia têm insistido repetidamente que Washington respeite a soberania do Reino da Dinamarca e aceite que a Groenlândia não está à venda. As ameaças de Trump, que atingiram o auge em janeiro, desencadearam uma crise diplomática que tensionou as relações dentro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e levou a Dinamarca e a Groenlândia a negociações para aliviar a pressão.
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Sputnik Brasil
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