Um alerta deste tipo, emitido pelo Departamento de Estado, costuma anteceder possíveis movimentações militares. No documento, as autoridades norte-americanas destacam que os houthis têm o apoio de países como o Irã, que vive tensões militares contínuas com os Estados Unidos desde fevereiro.
Alex Plitsas, analista de segurança da CNN, publicou no X que fontes declaram que o presidente Donald Trump teve uma reunião nas últimas horas na casa de campo de Camp David para "deliberar e revisar opções de ataques ao Iêmen".
As Forças Armadas do Ansar Allah, que controlam o norte do Iêmen, informaram no sábado que realizaram duas operações militares contra alvos em Riad e instalações da companhia petrolífera Saudi Aramco, no oeste da Arábia Saudita.
"A primeira operação militar teve como alvo instalações estrategicamente importantes na capital do inimigo saudita, Riad, e a segunda visou instalações da Aramco em Yanbu", disse Yahya Saree, porta-voz militar do movimento, no Telegram.
Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, afirmou que Ancara cumprirá sua promessa de defender a Arábia Saudita contra agressões, em um tratado elaborado no âmbito do Acordo de Defesa Conjunta de Meca, assinado pelos dois países e pelo Paquistão.
Busca pela paz
O chefe do Conselho de Segurança do Irã, Mohsen Rezaei, afirmou que Teerã quer o fim da guerra entre a Arábia Saudita e o movimento Ansar Allah, que já dura mais de 11 anos.
"Queremos que a guerra entre a Arábia Saudita e o Iêmen termine. Acredito que os iemenitas também buscam uma solução com a Arábia Saudita", afirmou Rezaei em entrevista à Al Jazeera.
Trump disse na sexta-feira (18) que os EUA estavam em negociações com os houthis e que o grupo estava interessado em um acordo. A emissora libanesa Al Mayadeen noticiou na quinta-feira (17) que a Arábia Saudita havia procurado Omã para solicitar a mediação de uma trégua de duas semanas.


