Abin aponta que nível de interferência dos EUA nas eleições brasileiras é crítico

19/09/2026 às 19:2150 visualizações
Foto: AVISO: midia estatal russa / Sputnik Brasil
A avaliação da agência considera que as ações dos Estados Unidos em relação ao Brasil se intensificaram nos últimos meses. O movimento é associado à estratégia adotada pelo governo de Donald Trump para a América Latina, que, segundo a Abin, tem entre seus objetivos reduzir a presença de potências consideradas rivais de Washington na região.
Conforme um relatório obtido pela Folha de São Paulo, os Estados Unidos procuram limitar a influência chinesa e de outros países sobre ativos estratégicos, riquezas naturais e estruturas de infraestrutura latino-americanas. A Abin também identifica, nesse cenário, uma estratégia de apoio à ascensão de governos conservadores alinhados ao Executivo norte-americano.
A agência também cita as sanções aplicadas pelos Estados Unidos contra brasileiros e empresas e avalia que as medidas representam uma mudança de fase na pressão sobre o país. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, é mencionado no relatório, que atribui à sua atuação um componente ideológico e o objetivo de influenciar a política externa de países da região.
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Notícias do Brasil
'O Trump que se meta no país dele': Lula fala de ameaça de interferência estrangeira no Brasil
Nesta semana, o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ressaltou que tem boas relações com seu homólogo norte-americano, mas "sempre aparece alguém".
Em entrevista à Rádio Itatiaia, comentou sobre um recente documento publicado pela mídia brasileira em que a Casa Branca teria feito exigências políticas para a retomada de negociações das tarifas contra o Brasil.

"Nem discutimos o documento, porque era inaceitável o documento de um país que ia ter prioridade na riqueza mineral do nosso país. Esse documento não foi discutido, não será discutido e não está discutido", disse à emissora mineira na ocasião.

Segundo Lula, sua relação com Trump é boa. "Eu trato ele bem, ele me trata bem. O problema é que quando nós terminamos a reunião, tudo bem, aparece alguém que não está tudo bem."
"Eu acho que é o secretário do Departamento de Estado, o Marco Rubio. Eu acho que é ele. Parece que ele não gosta da América Latina, parece que ele não gosta do Brasil. Então ele está sempre fazendo as coisas contrárias àquilo que o Trump acerta", complementou.
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