‘Brics discutirá alternativa ao Swift na Cúpula de Nova Delhi’, diz economista russo

Por Marco Fernandes12/09/2026 às 10:0034 visualizações
Yaroslav Lisovolik trabalhou no Fundo Monetário Internacional (FMI) como conselheiro do Diretor Executivo para a Federação Russa (2001-2004)
Yaroslav Lisovolik trabalhou no Fundo Monetário Internacional (FMI) como conselheiro do Diretor Executivo para a Federação Russa (2001-2004)
Brasil de Fato

A discussão sobre interligar as moedas digitais dos bancos centrais ou sistemas de pagamentos dos membros do Brics (como o Pix, no Brasil) ganhou força nas semanas que antecederam a cúpula de Nova Délhi, e é conduzida justamente pela Índia — país que sempre resistiu à ideia da criação de alternativas ao sistema do dólar. Na prática, tais mecanismos funcionariam como uma alternativa ao Swift, a rede de mensagens que conecta os bancos do mundo. Quem faz esta afirmação é o economista russo Yaroslav Lissovolik, que diz não ter acreditado quando viu o movimento acontecer.

Na segunda parte da entrevista concedida ao Brasil de Fato em 2 de setembro, Lissovolik trata do sistema do dólar e do que trava o Brics. Ex-assessor do diretor-executivo russo no Fundo Monetário Internacional (FMI) e ex-chefe de pesquisa para investimento do Sberbank, maior banco da Rússia, ele fundou em 2023 a Brics+ Analytics, consultoria dedicada a produzir propostas para o bloco e para o Sul Global. Foi dele, em 2017, o artigo que criou a sigla R5, embrião de todo o debate posterior sobre uma moeda comum. Na primeira parte da entrevista, avaliou a cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (OCX) em Bishkek (Quirguistão) e defendeu o formato “OCX+” como plataforma de agregação da Eurásia.

O economista está preocupado com a relativa lentidão do Brics em implementar as propostas alternativas que vêm sendo discutidas no grupo: a regra do consenso, que já foi a força do bloco, virou seu freio. Ele defende que o Brics adote um formato plurilateral, em que três, quatro ou cinco países possam avançar em um projeto sem esperar a unanimidade dos demais.

Para ele, a bolsa de grãos do Brics é uma proposta interessante, mas não resolve nada sozinha: sem contratos futuros, instrumentos de proteção e um preço de referência que o mercado aceite, a inércia de décadas deve prevalecer.

Confira a segunda parte da entrevista exclusiva:

Brasil de Fato – Antes da eleição, o presidente Donald Trump afirmou que perder a hegemonia do dólar seria o equivalente, para os Estados Unidos, a perder uma Terceira Guerra Mundial. Hoje há muita discussão sobre a dívida estadunidense de US$ 40 trilhões e sobre o crescimento do comércio em moeda local entre China, Rússia, Índia, Brasil, por exemplo. Ao mesmo tempo, em 1999, o dólar detinha 71% das reservas mundiais; hoje são 57%. Mas somente uma pequena parte dessa diferença de 14 pontos foi de fato para o Sul Global: o renminbi chinês, que não figurava nas reservas mundiais naquela época, hoje responde por quase 2%. Contudo, o grosso foi para Austrália, Canadá, Coreia do Sul e países nórdicos, enquanto o euro ficou parado onde estava. Por que isso acontece e por que esse espaço não está indo em maior medida para as economias dos Brics? O que ainda falta para avançarmos na chamada desdolarização?

Yaroslav Lissovolik – Se há uma área em que o Brics não tem força suficiente, é o setor de mercados. Essas alternativas precisam ser desenvolvidas. O que precisamos são sistemas de pagamento e financeiros acessíveis e claros para investidores, investidores institucionais e bancos centrais. Precisamos de instrumentos de mercado e de mecanismos que os tornem mais conhecidos.

Isso tem a ver também com o grau em que se aborda a questão dos controles de capital. À medida que as economias do Brics tratam do tema, fazem-no em alguma coordenação, com o objetivo de fortalecer a posição umas das outras quanto à acessibilidade de seus ativos como reservas potenciais para a economia global. Nesta fase, o que se vê claramente é a tendência de diversificar para longe do dólar. É uma tendência de longo prazo, e quem estiver posicionado para tirar proveito dela colherá os frutos.

Até agora, quem vem colhendo esses benefícios são outras economias desenvolvidas, porque já possuem infraestrutura estabelecida e moedas de reserva em diferentes graus. É de se esperar que moedas antes pouco utilizadas passem a ser empregadas em maior medida — o franco suíço, o dólar canadense. Mas os maiores mercados emergentes estão bem posicionados para receber uma fatia desse bolo que está prestes a ser distribuído.

Não precisa ser necessariamente uma moeda unificada, embora eu acredite que uma moeda do Brics seria um dos instrumentos capazes de desempenhar esse papel. Podem ser as moedas nacionais. Mas, nesse caso, uma das questões da agenda passa a ser a flexibilização dos controles de capital.

Quem tem controles de capital hoje, além da China?

Controles rigorosos na Índia e, é claro, na Rússia, especialmente nos últimos anos. O Brasil é o oposto: não tem nenhum. Se estamos falando de coordenação de política macroeconômica, isso precisa fazer parte da agenda do Brics.

O FMI tinha como máxima, para quase todos os seus membros, que a ausência de controles era algo positivo. Mudou de rumo há uns dez, quase 15 anos, depois das críticas que recebeu das economias do Sudeste Asiático atingidas pela crise de 1997. Hoje a linha é que os controles podem ser parte do conjunto de ferramentas. Isso não significa aumentá-los indefinidamente: pode-se liberalizar, mas de forma gradual, garantindo que não haja saídas de capital excessivamente voláteis e massivas, que são tão destrutivas. É o que a China vem conduzindo, e que outras economias do Brics estão considerando.

Na Rússia foi feito à moda antiga: saímos dos controles soviéticos, mantivemos alguns nos anos 1990 e, a partir dos anos 2000, eliminamos todos. Isso criou enormes desequilíbrios nos fluxos de capital, muito fluxo especulativo — e, mesmo sem grandes choques geopolíticos, já se discutia então a necessidade de reintroduzi-los.

Os controles vão permanecer, de uma forma ou de outra. Mas a ideia é reduzi-los, de modo a posicionar os instrumentos financeiros do Sul Global de maneira mais visível e favorável no sistema financeiro internacional.

O senhor mencionou que outras economias desenvolvidas estão se posicionando. De que maneira?

Parte dessa queda na participação do dólar é absorvida por ativos como o ouro. Mas dá para perceber que as economias desenvolvidas, além dos Estados Unidos, compreendem essas tendências e querem tirar proveito delas. Farão o possível para garantir que a vantagem que possuem hoje, em termos de ampliar a participação de suas moedas e instrumentos no sistema financeiro global, seja efetivamente aproveitada.

Estamos começando a observar economias pequenas e médias, que são avançadas, formando suas próprias plataformas. Uma delas é a Parceria para o Futuro do Investimento e do Comércio, conhecida pela sigla inglesa FIT, criada em setembro de 2025 por Singapura, Suíça, Emirados Árabes Unidos e Nova Zelândia. Já se expandiu para 19 países. É um dos blocos mais dinâmicos da economia global neste momento.

Não se trata apenas de acordos comerciais; é também uma parceria de investimento. E remete à questão dessas economias menores desenvolvidas, que podem aumentar sua participação de forma substancial agora, com cada vez mais riscos afetando os Estados Unidos. É uma oportunidade tremenda no sistema financeiro global, e ela não deve ser desperdiçada pelas economias do Brics+.

Qualquer atraso nessa frente pesa. Com bancos de desenvolvimento, que têm horizontes de longo prazo, pode haver uma pausa de um ano para resolver divergências. Aqui não: é um tema que se desenvolve rapidamente. Essas participações estão mudando drasticamente em questão de anos, algo que não víamos há décadas.

Acho que a China entende isso. E, por causa disso, minha impressão é que às vezes eles optam por uma abordagem que favorece principalmente a própria moeda. Até certo ponto é compreensível. Mas, se o Brics+ agir como grupo e promover iniciativas e projetos comuns, isso poderia acelerar o processo.

[Nota da edição: a FIT foi lançada em 16 de setembro de 2025 com 14 membros fundadores — Brunei, Chile, Costa Rica, Islândia, Liechtenstein, Marrocos, Nova Zelândia, Noruega, Panamá, Ruanda, Singapura, Suíça, Emirados Árabes Unidos e Uruguai. Os quatro países citados lideraram o anúncio.]

Em 2023, na cúpula de Joanesburgo (África do Sul), os ministros da Fazenda e os presidentes dos bancos centrais foram encarregados de estudar alternativas em moeda local, sistemas de pagamento e até uma possível moeda comum. Essa decisão foi anunciada oficialmente pelo presidente Lula. Em 2024, a Rússia entregou um relatório com inúmeras propostas inovadoras. Depois disso, nada aconteceu. Por que a discussão estagnou justamente quando a situação geopolítica clama por alternativas?

Um dos fatores foi o choque geopolítico vindo dos Estados Unidos, de Trump, que passou a mirar o Brics de forma muito enfática, especialmente no aspecto financeiro. Houve quase um reflexo de alguns membros no sentido de entender como se ajustar a esse tipo de choque.

Mas o outro aspecto é que toda a estrutura do Brics se baseia no consenso. E o consenso, na minha opinião, está começando a se tornar um impedimento.

Escrevi vários artigos sobre a necessidade de uma abordagem plurilateral, que permitisse acordos entre três, quatro ou cinco economias, com o restante do Brics acompanhando e deixando que essa linha de ação se desenvolva. É exatamente assim que muitos dos blocos concorrentes estão se desenvolvendo.

Veja a FIT: seu maior ponto forte é justamente operar em base plurilateral. A razão pela qual passou de 14 para 19 países em menos de um ano é que os participantes entendem que podem buscar praticamente qualquer projeto com quem quiserem dentro da plataforma. Não há um veto forte que bloqueie tudo. É esse tipo de flexibilidade que o Brics precisa incorporar.

Dentro do Brics, há hoje o entendimento de que é preciso consenso para ressaltar o acordo sobre os valores fundamentais e as questões centrais. É um sinal importante para o mundo exterior, e isso é bom. Mas é preciso desenvolver alguma flexibilidade na estrutura do Brics+, de modo que acordos plurilaterais sejam permitidos. Na declaração da cúpula de 2024, na Rússia, já havia o início de algo assim, com referências a projetos lançados por alguns membros interessados, com os demais permitindo que se desenvolvessem. O que é necessário não é uma formulação em um ou dois itens da declaração final, mas um quadro claro, baseado em regras, que permita esses acordos.

Aí provavelmente começaríamos a ver muitas “troicas”, muitos “quads”, muitos grupos diferentes — e seria bem mais empolgante. Começaríamos a ver o Brics operando não apenas com base em cúpulas, com notícias surgindo uma vez por ano, mas de forma contínua. E nem seria necessário ter uma sede ou um secretariado para isso.

Em 2026, a Índia preside o Brics, mas o próprio chanceler Jaishankar já disse que eles não têm interesse na chamada desdolarização. É possível esperar algum avanço nesse sentido este ano?

Acho que, dentro da Índia, existem vários grupos com prioridades diferentes — ora prevalecendo a política externa, ora as simples exigências econômicas de uma das maiores economias do mundo, que está finalmente começando a desempenhar papel mais significativo nas finanças internacionais e a fazer com que sua moeda tenha papel mais relevante no cenário global.

No fim das contas, penso que esse fator prevalecerá sobre quaisquer considerações de curto ou médio prazo. A Índia certamente entrará gradualmente no processo de diversificação das moedas do Sul Global e de maior uso das moedas nacionais. O debate já mudou nos últimos anos, se você observar a retórica que vem de lá. Até mesmo o sistema que desenvolveram, a interface unificada de pagamentos [UPI, o “Pix indiano”], hoje presente em todo o país.

E eles não querem abrir mão disso, porque traz benefícios enormes. Isso já está se tornando parte do sistema financeiro do Sul Global, que vai avançar, amadurecer e talvez evoluir para algo competitivo. Porque o que a gente quer é concorrência de verdade. Queremos concorrência entre moedas, entre sistemas de pagamento, o que for. Deixem que concorram. Se vocês são capitalistas, por que não há concorrência? Que comece a concorrência. E vamos ver.

Uma das propostas mais interessantes saídas do Brics nos últimos anos é a bolsa de grãos, apresentada pela Rússia. Pelos dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o bloco produz 61% do arroz do mundo, 48% da soja, 47% do trigo e 42% do milho — e, somando os países parceiros, o arroz chega a 72%. Ainda assim, entre 80% e 90% do comércio de commodities agrícolas e de energia segue faturado em dólares. O que seria preciso para começar a mudar isso?

Não há varinha mágica aqui. Não é como se houvesse uma única coisa que os países do Brics fizessem e pronto. Se você criar a bolsa de grãos, resolve o problema? Na verdade, não, porque não se trata apenas dessa plataforma ou mesmo da institucionalização, mas do fluxo comercial e da moeda de denominação. O mais fundamental é a intensidade do comércio: quanto mais intenso for o comércio Sul-Sul, maior a margem para que os países do Sul Global comecem a denominá-lo em suas moedas.

Há um argumento, em relação à moeda do Brics, de que é preciso primeiro haver um volume significativo de comércio entre as economias do bloco. Isso é parcialmente verdade; para as primeiras etapas de um projeto de moeda, não é tão necessário assim. Mas, para que uma parcela maior do comércio seja denominada em moedas nacionais, a intensidade do comércio é bastante importante.

E do lado institucional? Que instrumentos precisariam ser criados?

É preciso criar todos os mesmos instrumentos que existem hoje no sistema financeiro: contratos futuros, derivativos, instrumentos de proteção, para que os operadores possam se resguardar contra riscos. Em termos de hedge, você quer um instrumento que, ao ser adquirido, o proteja de mudanças bruscas no valor da mercadoria. Se o preço cai, você tem um instrumento com dinâmica oposta, que o compensa por esse movimento. É uma espécie de seguro.

A institucionalização também importa. A bolsa de grãos coloca o Sul Global no mapa com uma instituição própria. Mas ela vai competir com as instituições do status quo, que têm décadas — e provavelmente mais — de negociações estabelecidas. A Bolsa de Chicago, por exemplo. Há uma forte inércia nesses fluxos comerciais, e é com ela que você também precisa competir.

Essas coisas levam tempo. O desenvolvimento institucional leva tempo, as intensidades de comércio têm sua própria inércia, e a decisão de negociar em outra moeda, depois de décadas negociando de uma forma, enfrenta muitos desafios — a inércia é provavelmente o mais poderoso deles. Por isso é preciso atuar em várias frentes ao mesmo tempo, e isso exige um grau de coesão e de acordo que não parece existir.

Aqui na Rússia eu vejo claramente que há impulso, apoio e até uma visão em relação à bolsa de grãos. É um dos projetos mais avançados em profundidade de elaboração. Mas, se for do Brics, precisa ser acordado com os outros membros.

Economistas como o senhor, Paulo Nogueira Batista Jr. e Alexei Mozhin — ambos ex-diretores-executivos do FMI — vêm desenvolvendo há anos a ideia de uma nova moeda de reserva para o Brics. Como ela seria criada e quais são os desafios?

As ideias começaram a ser desenvolvidas em 2017 e 2018. Na época, chamei a proposta de R5, ou R5+. Em 2017, foi publicado o primeiro artigo sobre o R5 como iniciativa para o uso das moedas nacionais nas operações do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) e dos bancos de desenvolvimento regionais.

Em 2018, em um artigo para a revista sul-africana The Thinker, escrevi que precisávamos explorar ideias novas — e, na época, uma moeda do Brics parecia um pouco fora da realidade. Eu dizia: “Vamos explorar, porque as moedas nacionais do Brics são as mais líquidas no espaço do Sul Global”. Haveria a possibilidade de considerar uma cesta do tipo Direitos Especiais de Saque (DES), a moeda escritural do FMI, reunindo essas moedas com pesos diferentes? Era basicamente um parágrafo em 2018. Depois vieram quatro anos de silêncio, até a retomada da ideia em 2022.

Alexei Mozhin desempenhou papel crucial ao pegar essa ideia e desenvolvê-la conceitualmente. Em algumas entrevistas, ele começou a citar ponderações concretas dessas moedas na cesta e a falar sobre como seria fácil lançar as primeiras etapas — não como moeda física, claro, mas como unidade de conta, do mesmo modo da Unidade Monetária Europeia (ECU) usada pela União Europeia antes do euro. Operacionalmente é muito simples: em vez de realizar todas as transações e contabilizá-las em dólares, você faz isso não em DES, mas na síntese do Sul Global, que é o R5.

A etapa seguinte foi conduzida em grande medida por Mozhin e por Paulo Nogueira Batista Jr. No relatório mais recente dele para o Valdai Club, Paulo produziu a pesquisa mais extensa, mais abrangente e mais atualizada — exatamente como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu em 2023, quando disse que a pesquisa precisava ser feita. E devo dizer que não foi feita muita pesquisa desde então. O relatório tem todas as características de uma proposta capaz de transformar isso, que era uma espécie de desejo e de visão, em algo que ao menos funcione no nível de uma unidade de conta, em uma moeda digital.

Mas essa proposta de uma moeda de reserva do Brics parece ter saído da mesa de negociação nesse momento, né? Qual te parece o passo mais plausível agora?

Uma das vertentes que provavelmente será mais explorada é a moeda digital de banco central. Caso a moeda comum venha a ser desenvolvida, muito provavelmente será com base no que a Índia está disposta a fazer agora, que é a interoperabilidade entre essas moedas digitais.

Ao contrário das minhas expectativas — e de muitos observadores —, eles estão de fato começando a dinamizar a discussão entre todos os bancos centrais do Brics sobre essa interoperabilidade. E não estão fazendo isso sob a bandeira de uma moeda comum, a qual afirmam ser contra. Mas isso é perfeitamente aceitável, porque a fase de interoperabilidade é crucial para o sistema de pagamentos e para as transações. Trata-se de conectar as moedas eletrônicas dos diferentes países.

Na prática, isso seria uma alternativa ao Swift, a rede de mensagens que conecta a maior parte dos bancos do mundo?

De fato, sim. Ainda não é uma moeda comum. Mas é feita sob a bandeira de um sistema de pagamentos que reduz custos. É um projeto totalmente comercial. E, claro, abrirá possibilidades para muitas coisas que estão por vir.

Acha que isso pode ser anunciado agora na cúpula de Nova Delhi?

Possivelmente. Pelo que estou ouvindo, há discussões intensas em andamento, inclusive no nível dos bancos centrais e dos especialistas. Houve reuniões oficiais de bancos centrais recentemente, nas quais, pelo que entendi, isso estava sendo discutido. Eu não consegui acreditar quando vi aquilo. Mas parece que alguém provavelmente os convenceu sobre a moeda digital.

Fonte
Brasil de Fato
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