Para grante parte dos jovens das periferias de São Paulo, o voto não é apenas uma “obrigação”, mas uma ferramenta para transformar a realidade de suas comunidades. O recado deles é direto: as novas gerações reivindicam ocupar os espaços de poder e defendem a importância de eleger representantes que construam soluções “com a quebrada”, e não apenas “para a quebrada”.
O desejo por participação esbarra, no entanto, na falta de representatividade e na vivência diária das desigualdades urbanas. Apesar do engajamento, o caminho até as urnas ainda enfrenta desafios práticos: seja encontrar tempo na rotina apertada para participar de ações políticas, ou se aprofundar em pesquisas sobre os candidatos para fazer boas escolhas. Ainda assim, a juventude periférica mostra que a politização real também se manifesta no cotidiano, por meio da arte, da música e dos projetos sociais que participam.
Conheça essa história na série de reportagens Territórios do Voto, produzido pela Agência Mural de Jornalismo das Periferias em parceria com o Amado Mundo.
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