2ª edição do “Justiça de Olhos Abertos” realiza nesta quarta-feira (16) júri simulado com alunas(os) cegas(os) de Fortaleza

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Por EDSON VIANA GOMES14/09/2026 às 18:272 visualizações
Foto que mostra um garoto cego, exibindo uma cartilha em Braille, onde está escrito: Justiça de Olhos Abertos com a deusa themis sem a venda dos olhos
Foto que mostra um garoto cego, exibindo uma cartilha em Braille, onde está escrito: Justiça de Olhos Abertos com a deusa themis sem a venda dos olhos
Tribunal de Justica do Ceara

As atividades da segunda edição do projeto “Justiça de Olhos Abertos” terão continuidade, nesta quarta-feira (16/09), a partir das 13h, com a realização de um júri simulado no Instituto Dr. Hélio Góes. O objetivo é promover a acessibilidade e inclusão das alunas e dos alunos cegas(os) e com baixa visão, propiciando que exerçam o papel de profissionais que atuam nas sessões de julgamento, como juízas(es), promotoras(es), defensoras(es) públicas(os), além de juradas(os) e rés ou réus.

Para aliar a experiência do projeto do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) com a rotina da escola inclusiva da Sociedade de Assistência aos Cegos (SAC), será analisado o crime de homicídio retratado no livro “A Cabeça do Santo”, da escritora cearense Socorro Acioli. No romance, o português Fernando, marido de Helenice e pai de Madeinusa, faleceu de maneira repentina e suspeita. A revelação do que realmente ocorreu gera fortes desconfianças entre moradoras(es) da cidade.

Na ocasião, as alunas e os alunos serão auxiliados pelo juiz Antônio Edilberto Oliveira Lima, da 1ª Vara do Júri de Fortaleza, o promotor de justiça Rafael Matos de Freitas Morais e o defensor público Breno Vicente, que irão orientar sobre o funcionamento de uma sessão de júri e explicar os procedimentos deste tipo de julgamento.

As alunas e os alunos já visitaram o Fórum Clóvis Beviláqua (FCB), no mês de junho, e acompanharam um júri real.

A segunda edição do “Justiça de Olhos Abertos” foi lançada em maio deste ano e promoveu a entrega de cartilhas em Braille com conteúdos acessíveis sobre o papel do Judiciário, buscando estimular o protagonismo e o interesse de estudantes por futuras oportunidades profissionais na área jurídica.

As cartilhas contam com um QR Code na contracapa para auxiliar quem não sabe ler em Braille, permitindo a leitura por voz sintetizada ou por voz humana, gravada voluntariamente por meio do Setor de Livro Falado, do Instituto Dr. Hélio Góes.

O projeto é uma iniciativa da Assessoria de Comunicação do TJCE e está inserido no contexto dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que dispõe sobre a necessidade de promover maior acessibilidade e inclusão às pessoas com quaisquer tipos de deficiência.

SERVIÇO

Evento: Júri Simulado com estudantes cegas(os) e com baixa visão
Data: 16/09
Horário: 13h
Local: Escola da Sociedade de Assistência aos Cegos (R. Padre Anchieta, 1400 – Jacarecanga, Fortaleza)

Fonte
Tribunal de Justica do Ceara
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