Trump barra acesso de jornalistas à Casa Branca e ameaça ampliar proibição; veículos denunciam ataque à liberdade de imprensa

19/09/2026 às 19:4232 visualizações
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump
Brasil de Fato

A Casa Branca impediu a entrada e confiscou as credenciais de imprensa de jornalistas da CNN, da MS Now (antiga MSNBC) e do site Politico na manhã deste sábado (19). A ação cumpriu a decisão anunciada na noite de sexta-feira (18) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que baniu as três empresas do complexo presidencial e ameaçou estender a proibição a outros veículos de comunicação.

A medida provocou reação de organizações de mídia e associações de imprensa, que denunciaram o ato como um ataque ilegal à liberdade de imprensa garantida pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos. As empresas afetadas sinalizaram que pretendem contestar o veto nos tribunais para reaver o acesso à sede do governo.

Promulgada em 1791 como parte da Carta de Direitos do país, a Primeira Emenda da Constituição estadunidense estabelece expressamente que “o Congresso não fará nenhuma lei referente ao estabelecimento de uma religião, ou proibindo o seu livre exercício; ou restringindo a liberdade de expressão ou de imprensa”.

Em comunicado oficial divulgado neste sábado, a direção da CNN classificou a proibição como “um ataque ilegal” ao exercício da atividade jornalística. “Temos um direito, amparado pela Constituição dos Estados Unidos, de exercer nosso trabalho jornalístico sem obstáculos nem interferências por parte do governo, e a proibição é um ataque ilegal a este direito fundamental”, afirmou a rede de notícias.

A emissora MS NOW também se manifestou nas redes sociais ao destacar o caráter público da residência oficial. “A Casa Branca pertence ao povo estadunidense e as decisões tomadas lá dentro são financiadas com nossos impostos”, disse o veículo, que disse que vai continuar cobrindo a gestão governamental.

Já a direção do Politico informou que apoia seus repórteres e adiantou que defenderá os direitos constitucionais de sua equipe.

A decisão foi comunicada por Trump em sua rede social Truth Social na sexta-feira (18). Em publicação na plataforma, o presidente dos EUA voltou a acusar a imprensa tradicional de produzir conteúdos difamatórios.

“Tenho orgulho de anunciar que, com efeito imediato, estou proibindo a fake news CNN, a MS Now e Politico da Casa Branca como resultado de sua constante cobertura de notícias falsas”, escreveu Trump. Ele disse ainda que os veículos não deveriam “escrever ou informar constantemente ficções e mentiras quando estão cobrindo o presidente dos Estados Unidos”.

Na manhã deste sábado, repórteres que se dirigiram ao complexo da Casa Branca foram impedidos de trabalhar por agentes do Serviço Secreto. A correspondente da MS Now, Akayla Gardner, relatou ter tido sua credencial retida ao tentar ingressar no prédio. “Havia uma luz vermelha piscando e, então, o agente me pediu que entregasse o crachá”, relatou a jornalista.

Profissionais da CNN e do Politico também tiveram a entrada negada e suas credenciais apreendidas.

Fonte
Brasil de Fato
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