Os acordos foram firmados por meio da subsidiária integral Petrobras Netherlands B.V. (PNBV), em parceria com o governo marfinense e a estatal local PETROCI Holding. A Petrobras terá 90% de participação nas áreas e será responsável pela operação dos blocos, enquanto a PETROCI Holding, estatal do governo marfinense, ficará com os 10% restantes.
A cerimônia de assinatura ocorreu em Abidjan, capital econômica da Costa do Marfim, e contou com a participação da diretora executiva de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos. A entrada nos novos ativos amplia a atuação internacional da companhia e representa uma nova frente de exploração de petróleo e gás no continente africano.
Segundo a Petrobras, a aquisição dos blocos faz parte da estratégia da companhia para recompor suas reservas de óleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras. A empresa afirma que a busca por novas oportunidades no Brasil e no exterior tem como objetivo diversificar seu portfólio exploratório e sustentar os negócios no longo prazo.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a companhia considera a região de elevado potencial exploratório e destacou semelhanças geológicas entre a Costa do Marfim e as bacias sedimentares brasileiras.
"Com essa aquisição, a Petrobras assume presença relevante na Costa do Marfim, país localizado numa região de alto potencial exploratório, com características geológicas semelhantes às de nossas bacias sedimentares", disse Chambriard.
A executiva acrescentou que a empresa pretende utilizar nos novos blocos a experiência acumulada em atividades de exploração e produção em águas profundas e ultraprofundas.
A assinatura dos contratos ocorre em um momento em que a Petrobras busca ampliar seu portfólio exploratório e incorporar novas áreas capazes de contribuir para a reposição de reservas. A companhia também vem avançando em projetos de exploração em novas fronteiras no Brasil, incluindo a Margem Equatorial.


