Pesquisa Atlas Intel indica empate ainda mais apertado entre Raquel Lyra e João Campos em Pernambuco; conheça os perfis dos eleitores de cada um

Por Vinicius Sobreira22/09/2026 às 23:59139 visualizações
A governadora Raquel Lyra (PSD), o ex-prefeito João Campos (PSB) e o ex-vereador Ivan Moraes (Psol) são pré-candidatos ao governo de Pernambuco
A governadora Raquel Lyra (PSD), o ex-prefeito João Campos (PSB) e o ex-vereador Ivan Moraes (Psol) são pré-candidatos ao governo de Pernambuco
Brasil de Fato

Foi divulgada nesta terça-feira (22) a segunda rodada da pesquisa Atlas/Intel para o Governo de Pernambuco, sendo mais uma pesquisa de mais um instituto apontando empate técnico entre as duas principais candidaturas na disputa, desta vez ainda mais apertado que o levantamento anterior, divulgado há apenas uma semana: a diferença que era de 3,1 pontos no dia 16, agora é de 1,2 ponto. A governadora Raquel Lyra (PSD) mantem a vantagem numérica, com 48,6% das intenções de voto (49,1% dos votos válidos), contra 47,4% (47,9% dos válidos) para João Campos (PSB).

Entre os dois levantamentos, Lyra parece praticamente estática (-0,1 ponto percentual), enquanto Campos oscilou positivamente (+1,8%). A pesquisa segue com Ivan Moraes (Psol) na terceira posição, com 2,1% (+0,1), ou 2,2% dos votos válidos; Renan Hallais (Missão) com 0,8%; há ainda 0,2% de eleitores indecisos e 0,9% que declaram voto branco ou nulo. Os candidatos Camila Falcão (UP), Guilherme Fonseca (PSTU), Victor Assis (PCO) e Jeremias do Banco (Dem) não pontuaram.

O levantamento foi realizado inteiramente através de quesitonário online, com 1.836 eleitores, entre os dias 15 e 20 de setembro. O índice de confiança da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

2º turno

Na simulação de 2º turno entre Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB), a governadora é a preferida de 49,2% (-0,9) dos entrevistados, enquanto o ex-prefeito do Recife é a escolha de 48,5% (+1,2). Há 0,9% de eleitores indecisos e 1,3% que declaram voto branco ou nulo, cenário que resultaria na reeleição de Lyra com 50,4% dos votos válidos, contra 49,6% de Campos. A distância entre os dois é inferior à margem de erro do levantamento (de 2 pontos percentuais para mais ou para menos), o que significa que eles estão empatados em todos os critérios.

Rejeição e avaliação do governo

Os dois empatam também na rejeição: 34,6% dos eleitores dizem que não há possibilidade de votar em João Campos (PSB), enquanto 31,3% negam a possibilidade de voto em Raquel Lyra (PSD).

Perguntados sobre os três anos e nove meses da gestão Raquel Lyra em Pernambuco, 44% classificam o governo como ótimo ou bom, 30% dizem ter sido regular, enquanto 27% considera o governo ruim ou péssimo. Já quando a pergunta é sobre a conduta pessoal da governadora, 52% aprovam, 42% reprovam e 6% não souberam responder.

Os principais problemas de Pernambuco

Questionados sobre as questões que mais os preocupam no estado, os eleitores poderiam escolher até três opções. Os dois problemas com maior número de menções foi a criminalidade (53,3%) e as dificuldades no acesso à saúde (46,6%). Distante destes, em terceiro lugar, a qualidade da educação (26,3%) aparece como problema.

Os eleitores também foram perguntados sobre quem parece ser o melhor nome para resolver alguns dos problemas do estado. Nisto a atual governadora transmite um pouco mais confiança que o ex-prefeito do Recife. Ela aparece como mais confiável que ele para lidar com a criminalidade (54% x 42%); e empatada com ele para resolver as questões no acesso à saúde (50% x 48%) e a qualidade da educação (49% x 49%).

Outros problemas do estado que foram menos mencionados são a violência contra a mulher (18,4%), a pobreza e a desigualdade (12,8%), saneamento (12,7%), a mobilidade (10,5%), o desemprego (9,7%), problemas ambientais (4,4%) e de habitação (3,9%).

Quem prefere Raquel?

A governadora Raquel Lyra (PSD) tem como eleitor mais fiel aquele que se reconhece como “direita bolsonarista”, alcançando 96,9% da preferência destes (João Campos tem 0,9%). O segundo sertor mais fiel é o que se diz “direita não bolsonarista”, em que 86,3% declara voto na governadora (Campos tem 8,3%). Ela tem hegemonia também entre os evangélicos, com 75,2% das intenções de voto (João tem 20,6%).

A vantagem da governadora está também entre os jovens com idade entre 25 e 34 anos (62,7% de Raquel contra 29% de João), entre as pessoas com renda entre R$ 2 mil e R$ 3 mil mensais (61,2% dela, contra 37,7% dele) e também entre os homens (58% com Raquel, 36,8% com João).

Quem prefere João?

O ex-prefeito recifense João Campos (PSB) leva vantagem entre os eleitores que se identificam como “esquerda lulista” (77,2% dele, contra 20,3% de Lyra); também na “esquerda não lulista” (66,2% contra 17,8%) e entre os ditos “independentes” (55,3% x 42,3%). Campos também vence entre os eleitores católicos (59,3% x 39%); os adeptos de outras religiões (63,4% x 31,2%); na faixa do eleitorado mais jovem, com idades entre 16 e 24 anos (57,8% x 33,3%); e entre as mulheres (57% declara voto em Campos, enquanto 40,1% em Lyra).

Quem está indeciso?

O eleitor pernambucano indeciso, segundo a Atlas/Intel, totaliza apenas 0,2% do eleitorado. Ele tem idade acima dos 60 anos (0,4% destes estão indecisos), mulheres (0,2% delas) e bolsonarista (2% destes).

Quem declara voto branco ou nulo?

Os 0,9% que pretendem anular o voto são da direita não bolsonarista (4,9% destes), bolsonaristas (2%) e independentes (1,5%), evangélicos (3,3%), com idade entre 25 e 34 anos (3,3%), com nível educacional até o ensino médio (2%) e renda de no máximo R$ 2 mil (2%). Eles estão localizados no Sertão (1,7% destes declara voto nulo) e na Metropolitana (1,1%). A quantidade é parecida entre mulheres (1% delas) e homens (0,8%).

Quem vota em Ivan Moraes?

Os melhores desempenhos do candidato do Psol se dão entre aqueles que se identificam como “esquerda não lulista” (15,3% declara voto em Ivan Moraes); os que têm ensino superior (4,1% prefere Moraes) ou nível médio (2,5%). O eleitor de Ivan tem renda entre R$ 5 mil e R$ 10 mil (5,6% destes votam no nome do Psol) ou entre R$ 3 mil e R$ 5 mil (2,4%). Ivan é opção de apenas 0,5% dos que têm nível fundamental e 0,3% das pessoas com renda inferior a R$ 2 mil.

Ele também tem bom desempenho entre eleitores ateus e agnósticos (chega a 26%) e adeptos de outras religiões (4,3%). Quanto mais jovem o eleitor, maior a chance de votar no ex-vereador do Recife: tem 6,1% entre os com idades de 16 a 24 anos; 3,1% entre os que têm de 25 a 34 anos; e 2,3% dos com idades de 45 a 59 anos. Ele também é mais citado entre homens (2,7% deles) do que entre mulheres (1,7% delas).

Quem vota em Renan Hallais?

O eleitor do candidato do Missão é um homem (1,7% dos homens, 0% das mulheres) que se identifica como “direita não bolsonarista” (4,9%, seu melhor desempenho), jovem (2,8% entre os rapazes de 16 a 24 anos; 1,9% entre os rapazes de 25 a 34 anos; 0,6% entre os que têm de 35 a 44; e não foi citado por ninguém com idade acima disso). Esse homem diz que crê em Deus, mas não se vincula à religião alguma (1,8%), tem nível educacional no ensino médio ou superior (1,3% deles, não citado entre os que têm apenas fundamental) e tem renda entre zero e R$ 2 mil mensais — 1,2% deste grupo declara voto em Hallais; e 1% dos eleitores com renda acima de R$ 5 mil.

Fonte
Brasil de Fato
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