Tarifas dos EUA dificultam taxa de juros e metas fiscais do Brasil, diz ministra de Lula

14/09/2026 às 19:5648 visualizações
Foto: AVISO: midia estatal russa / Sputnik Brasil

"Só o [ajuste] fiscal não ia resolver, porque a gente tem uma volatilidade externa muito grande", disse ela ao lembrar das tarifas aplicadas pelos EUA. "Isso tem reflexo sobre o Brasil", completou.

Questionada sobre os supersalários do Judiciário, ela comentou que o tema deverá ser trabalhado pelo próprio Poder. "A gente quer que tudo seja transparente e, quem precisar ser punido, seja punido."
Dweck comentou que há uma constante "reforma administrativa", com dezenas de ações para modernizar a forma como os servidores atuam e reestruturar a contratação para o serviço público, no sentido de estabelecer carreiras mais transversais.

"A gente já está numa trajetória de consolidação fiscal. […] A gente está entregando com superávit e com uma crescente nos próximos anos, o que vai, sim, ajudar a reduzir a equação fiscal, trazer a trajetória da dívida para uma trajetória de estabilidade."

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No mesmo evento, a então presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), Daniella Marques, que também coordena economicamente a campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, comentou que uma das principais propostas do candidato é revogar impostos criados pelo ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad.
A ministra declarou que se inspira nas políticas econômicas do presidente da Argentina, Javier Milei, mas comentou que há um compromisso de não mexer em programas sociais.

"Nossa proposta vai ser focada em privilégios, […] no enxugamento da máquina pública, […] e os técnicos vão levar um cardápio para que haja discussão com o Congresso. O Congresso é soberano nessa decisão."

Segundo ela, há um respeito por parte da campanha em trabalhar com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, escolhido pelo presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"Felizmente a gente teve um avanço institucional na independência do Banco Central. Isso justifica parte da estabilidade econômica que a gente tem, justamente por essa atuação independente, pautada na técnica, com transparência nas decisões."
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