Partido de extrema direita vence eleições no estado alemão da Saxônia-Anhalt

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07/09/2026 às 12:566 wyświetlenia
Ulrich Siegmund (ao centro), principal candidato da AfD na Saxônia-Anhalt, participa de coletiva de imprensa em Berlim com Alice Weidel e Tino Chrupalla, lideranças do partido
Ulrich Siegmund (ao centro), principal candidato da AfD na Saxônia-Anhalt, participa de coletiva de imprensa em Berlim com Alice Weidel e Tino Chrupalla, lideranças do partido
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O partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (conhecido pela sigla AfD) foi o grande vitorioso nas eleições regionais no estado da Saxônia-Anhalt, no leste do país, após votação neste domingo (6).

Segundo resultados preliminares, a AfD conseguiu 39 cadeiras no parlamento estadual, equivalente a quase 44% dos votos. As eleições estaduais na Alemanha também seguem o modelo parlamentarista: o ministro-presidente, cargo equivalente ao de governador no Brasil, é escolhido de acordo com o desempenho dos partidos no Legislativo.

Como a AfD não conseguiu maioria absoluta, será preciso costurar acordos para que Ulrich Siegmund, líder do partido no estado, fique com o cargo.

O primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, se pronunciou nesta segunda-feira (7) sobre o resultado do pleito. Ele afirmou que “todos estão profundamente chocados” com o resultado. E disse que esta é a pior derrota do seu partido, a União Democrata Cristã (conhecida pela sigla CDU), em décadas.

Segundo resultados preliminares, a CDU perdeu 25 cadeiras no parlamento da Saxônia-Anhalt, ficando com apenas 15 assentos.

O partido já garantiu que não vai formar coalizão com a AfD.

No pronunciamento, Merz, que vive uma crise de popularidade na Alemanha, afirmou que a mudança de ideias faz parte da democracia, mas que “há uma coisa que não está aberta a votação: as regras pelas quais vivemos juntos e os valores consagrados” na constituição.

Políticas anti-imigração são foco da AfD

A AfD ganhou terreno na política alemã nos últimos anos com uma forte retórica anti-imigração. Seus líderes falam, inclusive, de adotar políticas de “remigração”, ou seja, de mandar os estrangeiros de volta para seus países de origem.

Em coletiva de imprensa após as eleições, Alice Weidel, líder da AfD, afirmou que a maioria dos imigrantes que entra hoje na Alemanha são “indivíduos sem qualificação que usam nosso sistema de bem estar social” e que as políticas atuais de imigração fazem com que os alemães se sintam “estranhos em seu pórprio país”.

O partido também defende o fim do apoio à Ucrânia na guerra contra a Rússia.

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