Faltam poucos dias para uma das eleições mais decisivas da história recente do Brasil. É um momento em que dois projetos de país se enfrentam nas urnas. E o resultado vai definir também o lugar do Brasil no mundo.
O Brasil de Fato cobre esse momento com o rigor jornalístico de sempre, sem simular neutralidade e feito a partir da perspectiva dos trabalhadores e das trabalhadoras do país. Queremos continuar oferecendo nossos conteúdos para fazer essa disputa contra-hegemônica, mas isso só será possível com uma comunidade engajada no nosso trabalho. Portanto, pedimos: não deixe o Brasil de Fato acabar.
Um veículo de comunicação não fecha de uma hora para outra. Antes de fechar, ele começa a desaparecer. A equipe diminui, a apuração é reduzida, territórios deixam de ser visitados. Aos poucos, histórias inteiras deixam de chegar ao conhecimento público, e é justamente nesse tipo de silêncio que projetos autoritários se fortalecem.
Há 23 anos, o Brasil de Fato constrói presença permanente em territórios indígenas, assentamentos e acampamentos da reforma agrária, periferias urbanas, sindicatos e movimentos populares. Produzimos documentários premiados no Brasil e no exterior, mantemos correspondentes internacionais e cobrimos o país a partir de lugares que a mídia comercial raramente visita, e, quando visita, enviesa a notícia para fazer com que você acredite no que eles querem. Nossas reportagens já viraram referência em audiências públicas e estudos de impacto ambiental. E a nossa rádio permanece no ar 24 horas, com 12 horas de programação ao vivo, repleta de conteúdo jornalístico e análises. Esse é o nosso diferencial, e é ele que está em risco.
Um veículo sustentado por poucos financiadores fica vulnerável aos interesses de quem detém os recursos. Um veículo sustentado por uma comunidade ampla decide suas pautas a partir do compromisso jornalístico, não da conveniência de poucos. É esse tipo de independência que queremos preservar justamente agora, no momento em que o país mais precisa de um jornalismo que nomeie as coisas como são.
Essa eleição vai ser decidida em outubro. O jornalismo que vai contar essa história com rigor e sem neutralidade simulada depende de quem apoia esse trabalho agora, não depois.
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