Segundo o documento, as lideranças afirmaram reconhecer a importância da iniciativa para estabelecer uma plataforma de negociação de grãos dentro do BRICS (a Bolsa de Grãos do BRICS) e saudaram novas discussões sobre as modalidades de seu funcionamento e desenvolvimento subsequente, bem como a expansão para outros produtos e commodities agrícolas.
Os líderes do grupo também destacaram o papel fundamental do BRICS na produção global de alimentos e enfatizaram a necessidade de garantir a segurança alimentar, reduzir as consequências das fortes flutuações de preços e das interrupções no fornecimento, incluindo a escassez de fertilizantes.
A Rússia, pioneira da ideia, já ressaltou que trata-se de uma maneira de fortalecer a segurança alimentar global, oferecendo a possibilidade às nações do grupo de criarem indicadores de preço independentes.
Uma bolsa de grãos do BRICS uniria os maiores compradores e exportadores de cereais do mundo. Em 2023, países membros do bloco como Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul representavam cerca de 42% da produção mundial e 40% do consumo de cereais, segundo o Ministério da Agricultura russo.


