A reportagem explica que o sistema subterrâneo é composto por várias câmaras de grandes dimensões, dispostas lado a lado e sobrepostas, e tal configuração revela uma escala e organização da mineração de sal pré-histórica.
"Camadas de detritos de mineração com até nove metros de espessura preservaram, por cerca de 2.500 anos, tecidos, ferramentas, tigelas de madeira, restos de alimentos e excrementos humanos, proporcionando aos pesquisadores um panorama excepcionalmente detalhado da vida e do trabalho sob a montanha", ressalta a publicação.
© Foto / NHM Viena/Dominik GroebnerReconstrução mostra mineiros trabalhando, transportando materiais e realizando atividades cotidianas dentro da mina.

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Reconstrução mostra mineiros trabalhando, transportando materiais e realizando atividades cotidianas dentro da mina.
© Foto / NHM VienaPerfuração exploratória no interior da mina de sal de Hallstatt.

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Perfuração exploratória no interior da mina de sal de Hallstatt.
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Reconstrução mostra mineiros trabalhando, transportando materiais e realizando atividades cotidianas dentro da mina.
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Perfuração exploratória no interior da mina de sal de Hallstatt.
Segundo a matéria, a alta concentração de sal na antiga mina preservou materiais orgânicos, como madeira, couro, tecidos e alimentos, e transformou o local em um detalhado arquivo arqueológico da vida laboral pré-histórica.
Os pisos das câmaras têm até nove metros de detritos da atividade mineradora, incluindo lascas de madeira queimada usadas para iluminação, ferramentas danificadas, fragmentos de roupas, restos de alimentos e dejetos humanos.
Esses detritos oferecem evidências sobre dieta, vestuário e condições de vida cotidianas. A mineração na região teve início há cerca de 7.300 anos, alcançou uma escala quase industrial por volta de 1200 a.C. e foi repetidamente retomada após deslizamentos de terra.
No solo foi possível observar a evolução dos designs de cabos de ferramentas da Idade do Ferro, bem como métodos semelhantes aos utilizados por outras comunidades dedicadas à mineração de sal nos Alpes, destaca o texto.
Os pesquisadores também planejam estabilizar e reabrir túneis de acesso mais antigos, para que locais de achados sejam reexaminados com métodos analíticos modernos, incluindo traços genéticos e biológicos, a fim de reconstruir a vida dos mineiros, conclui a reportagem.


