O ofício de Moraes foi encaminhado ao presidente da Corte, o ministro Edson Fachin. No novo pedido, Moraes afirmou que o sigilo da petição em questão não foi levantado, citando um pedido do próprio Fachin para a liberação dos documentos, publicado na última sexta-feira (11).
Também na sexta-feira, Mendonça declarou a retirada do sigilo de mais documentos e processos relacionados ao caso Master.
Segundo Alexandre de Moraes, documentos ainda sob sigilo possuem "elementos essenciais" para a sessão extraordinária que será realizada na próxima terça-feira (15), que pode dar início a uma investigação formal contra o magistrado.
Na última sexta-feira, Moraes já havia se manifestado contra Mendonça, pedindo acesso a mais documentos do caso Master. Em um dos ofícios enviados a Fachin, Moraes anexou registros dos sistemas internos do STF que mostram que algumas peças do inquérito ainda não aparecem para os magistrados. "Possui peças sigilosas não visíveis", diz o sistema.
Além disso, ele afirmou que Mendonça escolhe quais os documentos devem estar acessíveis ao Colegiado para realizar o julgamento. No ofício, Moraes disse que Mendonça, "na proteção ostensiva de determinado grupo político, repete a ilegal conduta de direcionamento dos acordos de colaboração premiada e de determinações de diligências de investigação de ofício contra alvos predeterminados", reiterando, na sequência, o pedido de acesso integral aos documentos existentes nas petições que envolvem o caso.
Solicitação de dados de Daniel Vorcaro
Neste domingo, os ministros Gilmar Mendes e Cristiano Zanin determinaram que a Polícia Federal (PF) entreguem dados do celular do banqueiro Daniel Vorcaro para os ministros da Corte. Como justificativa, eles afirmaram que não existe hieraquia entre os ministros do STF.


