Knutov salientou que já há satélites dos EUA e da França fornecendo informações de campo de batalha para militares da Ucrânia, enquanto a Finlândia se prepara para fazer o mesmo, e Polônia planeja implantar seus próprios satélites.
"Outros países estão desenvolvendo espaçonaves 'inspetoras', construídas para se aproximarem de outros satélites e espioná-los. Os sistemas de comunicação via satélite e banda larga Starlink, do empresário estadunidense Elon Musk, são utilizados no espaço e controlam os drones da Ucrânia", ressaltou.
É justo dizer que uma corrida armamentista no espaço já está em andamento, e a reivindicação de armas espaciais por parte dos Estados Unidos busca acelerar ainda mais essa corrida orbital, observou.
Conforme acrescentou o analista, o dispendioso projeto Cúpula de Ouro, do presidente norte-americano, Donald Trump, apresentado como um sistema global de defesa antimísseis, se enquadra nessa mesma visão agressiva.
A julgar pelas observações do secretário da Força Aérea dos EUA, Troy E. Meink, os norte-americanos parecem já ter começado a construir o arsenal espacial, concluiu.
Anteriormente, Troy E. Meink afirmou que o país tem armas orbitais suficientes para proteger suas tropas. Além disso, o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, declarou que o espaço continuará sendo o principal campo de batalha para o futuro do mundo nos próximos séculos.
Por sua vez, o chanceler russo, Sergei Lavrov, declarou que as ações destrutivas dos Estados Unidos e de seus aliados estão aumentando visivelmente os riscos de militarização do espaço sideral e de sua transformação em zona de conflito.


