Ele é um dos criminosos citados na denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) e que iniciou a Operação Vectura Corrupta da Polícia Civil na semana passada. Estava foragido pelos crimes de organização criminosa e porte ilegal de arma de fogo e na lista vermelha da Interpol.
Um dos alvos da operação foi o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil), que estava foragido, mas se entregou à polícia na última sexta-feira (18).
A prisão foi realizada pela Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico (FELCN), da Polícia Boliviana, a partir do intercâmbio de informações com a Polícia Federal (PF) e com a Polícia Civil de São Paulo.
A investigação que levou à prisão de Leite apura a atuação do PCC no setor de transporte coletivo da capital paulista. Também apura um suposto vazamento de informações de investigações sobre membros da facção criminosa com o sistema de transportes da cidade de São Paulo.
Segundo as investigações, Leite participou de um esquema que infiltrou o PCC em empresas de transporte coletivo e em instituições públicas de São Paulo. O ex-vereador nega envolvimento com o PCC, disse que estava em viagem de compromissos políticos e a esposa viajando para o exterior.
O Ministério Público afirma que, das 22 empresas de transporte coletivo da capital paulista, mais da metade era controlada direta ou indiretamente pelo PCC. Essa é uma alegação da investigação, ainda sujeita à apuração judicial. O nome de Milton aparece em diálogos e outros elementos reunidos pela investigação.


