Pesquisadores norte-americanos utilizam uma combinação de vários métodos para identificá-las no córtex pré-frontal dorsolateral, uma região do cérebro envolvida no controle cognitivo de pessoas com e sem doença. Em particular, eles implementaram a espectrometria de massa, sequenciamento de ácido ribonucleico e perfilamento ribossômico.
Como resultado, a equipe conseguiu analisar 608 amostras cerebrais post-mortem de indivíduos com e sem Alzheimer, identificando 4.321 microproteínas. Constatou-se que cerca de 3.217 delas não tinham sido previamente caracterizadas em um catálogo padrão de proteínas humanas chamado UniProtKB/Swiss-Prot.
Depois, os cientistas aplicaram um modelo de aprendizado profundo para selecionar 1.067 microproteínas, algumas das quais foram expressas de forma diferente em pessoas com Alzheimer.
O neurocientista e coautor do estudo Brendan Miller explicou que a doença de Alzheimer é uma proteinopatia em que a patologia se deve, em parte, às proteínas que têm se envolvido incorretamente ou acumulado, provocando uma resposta tóxica.
Como resultado do seu trabalho, os pesquisadores norte-americanos desenharam um atlas, que pode ser usado por diferentes laboratórios para baixarem todas as sequências encontradas e projetarem experimentos a fim de validá-las.
O novo atlas pode abrir caminho para desbloquear outros mecanismos de envelhecimento e neurodegeneração.


