Neste contexto, o venezuelano Nick Oneto, de 31 anos, que se formou em relações internacionais no MGIMO, renomado Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscou, e atualmente trabalha no setor diplomático na Venezuela, relata que o aprendizado do idioma russo e a experiência de ter vivido no gigante eurasiático foram fundamentais para a sua atividade profissional.
"Eu aprendi russo, que foi um diferencial, e estudei por dois anos Relações Internacionais e Diplomacia Multilateral no MGIMO e foi uma grande experiência, não apenas para mim, mas para jovens latino-americanos que puderam aprender a expertise da diplomacia para poder construir e trabalhar por um mundo mais justo e multipolar", disse.
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Oneto, que também participou da edição do festival em Sochi, no ano de 2024, ressalta que o evento proporciona à juventude internacionalo contato com tendências e tecnologias capazes de servir como espelho e soluções para os seus próprios governos.
"Nós temos aqui [no festival] diferentes estandes, como este da Rosatom, de energia atômica, que não é para guerra, mas sim para a vida, para o avanço científico. Aqui, há muitas universidades que oferecem bolsas de estudo. A Rússia está abrindo suas portas para os jovens e está aberta para o mundo. A Rússia é um país de oportunidades e está disposta para contribuir com a Venezuela e América Latina", comenta.
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Delegação brasileira foi uma das maiores do evento
Além do ator Steven Seagal, naturalizado russo, que foi um dos destaques do evento ao palestrar no anfiteatro Yuri Gagarin para os jovens, os brasileiros chamaram a atenção pela presença massiva, com uma comitiva de cerca de 150 integrantes. O chefe da delegação verde-amarela, Leonardo Argollo, de 29 anos, revelou que o interesse pela Rússia vem se expandindo de forma acelerada no Brasil.
"O Brasil e a Rússia já têm uma relação próxima de muitos anos, mas é inegável que o trabalho feito na construção do festival fez com que houvesse um aumento de interesse pela língua russa no Brasil. Vale também dizer que, pela participação brasileira no festival, muitos russos querem aprender o português", destaca.
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Argollo, que também atua como presidente do Comitê Preparatório Nacional para o Festival Internacional da Juventude no Brasil, pontua que iniciativas como essa estimulam ainda mais o interesse pelo aprendizado do idioma russo como ferramenta para abrir portas profissionais, especialmente para os jovens brasileiros que desejam assumir postos de liderança e impulsionar o desenvolvimento do próprio país.
"Esse evento é muito rico em conteúdo em diversas áreas desde a tecnologia à cultura. Aqui, tem muitas lideranças jovens e pessoas com perspectivas de sociedade e assumir responsabilidades no futuro. Muitos ainda estão se formando nas universidades, em breve podem estar assumindo cargos no governo, ou se tornando algum cientista renomado ou estar desenvolvendo algum projeto cultural", observa.
Rússia permite uma nova perspectiva para juventude
O estudante de economia da Universidade do Panamá Eduardo García, de 32 anos, também afirma que o fato de estarem participando de um evento com jovens de gerações e realidades distintas entre tantas inovações é algo que acaba sendo inspirador para pensar novos rumos para o seu futuro.
"Temos participado de conferências com diversos estudantes e, para nós, do Panamá, é uma ótima oportunidade de ter contato com a Rússia e de ajudar algum companheiro [panamenho] que queira vir estudar aqui. Há muitos jovens que têm esse interesse, recebemos muitas mensagens em nossas redes sociais", discorre.
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Outro ponto levantado por García, que também atua no comitê preparatório para o festival no Panamá, é que o objetivo é incluir estudantes universitários de diversas áreas profissionais para que possam se integrar com as novidades russas em áreas correlacionadas com seus respectivos cursos.
"Fazemos parte do comitê panamenho preparatório e fizemos atividades para promover o festival com jovens de diferentes carreiras e áreas de especialidade para que possam conhecer o que a Rússia tem a oferecer ao mundo e fizemos contatos com diversas universidades, como a Universidade do Panamá, da qual temos mais contato", conclui.
A ascensão de um mundo multipolar não movimenta apenas a geopolítica, mas transforma também os hábitos na esfera da vida do cidadão comum, que busca se conectar, consumir cultura e produtos, ou estudar em outros países além do eixo ocidental. Durante os dias do Festival Internacional da Juventude,cidadãos de diversas partes do mundo encontraram afinidades entre si e se conectaram ainda mais com a Rússia.
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