No DF, bancários da Caixa rejeitam proposta e greve continua por prazo indeterminado

Por Victor Silva22/09/2026 às 19:4483 visualizações
Agência da Caixa na Asa Norte
Agência da Caixa na Asa Norte
Brasil de Fato

O Sindicato dos Bancários do Distrito Federal recusou, com 58,6% dos votos, a oferta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentada pela Caixa durante assembleia virtual realizada nesta segunda-feira (21). Com o resultado, a paralisação iniciada em 10 de setembro continua sem previsão para acabar.

Segundo o sindicato, a Caixa obteve uma decisão liminar em uma ação de interdito proibitório. Se aplicada, a medida pode estabelecer limites para a atuação dos grevistas. Entre as restrições que podem ser determinadas, estão o impedimento de bloquear o acesso às agências ou a entrada e saída de pessoas.

Em nota publicada no site, a organização informou que está adotando medidas processuais cabíveis para “a defesa do direito constitucional de greve e das prerrogativas coletivas da categoria, sem prejuízo do cumprimento das determinações judiciais enquanto produzirem efeitos.”

“Respeitaremos as determinações judiciais e utilizaremos os instrumentos processuais previstos em lei para defender o direito de greve. Ao mesmo tempo, o Sindicato não arredará pé da defesa da deliberação democrática das empregadas e dos empregados da Caixa enquanto essa continuar sendo a decisão soberana da categoria”, afirma Rodrigo Britto, presidente do sindicato.

Proposta rejeitada

O principal ponto de insatisfação é o Saúde Caixa, plano de saúde da empresa, que tem sido o centro do impasse entre a categoria e o banco. A proposta rejeitada previa que a participação da Caixa no custeio do plano subisse de 6,5% para 9% a partir de 2027. Já na promoção por mérito, a proposta permitiria que empregados recebessem até duas progressões salariais, chamadas de “deltas”, referentes a 2026 e 2027. Cada uma representaria, em média, 2,31% de aumento no salário-base.

O Super Caixa, programa que paga valores adicionais aos trabalhadores, a proposta subiria de 25% para 50% a parte do pagamento que seria garantida se as condições mínimas fossem cumpridas. A mudança também reduziria o peso do desempenho individual de cada funcionário no valor recebido pelos demais.

A proposta também estabelecia que os resultados dos sistemas Figital e Genesys, usados pela empresa para acompanhar o atendimento e a produtividade dos funcionários, não poderiam reduzir a remuneração dos empregados em 2026. O acordo incluía ainda um pagamento de R$ 3 mil a mais para cada trabalhador, além da Participação nos Lucros ou Resultados (PLR), do Super Caixa e de bônus.


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