No DF, Lula diz que governadora tenta atribuir crise ao governo federal: ‘Quem quebrou o BRB foi o Ibaneis’

17/09/2026 às 12:160 بازدید

Durante o ato “O Brasil pronto pra mais”, realizado na noite desta quarta-feira (16), na Praça do Trabalhador, em Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou sobre a crise financeira do Banco de Brasília (BRB), relacionada a operações com o Banco Master, de Daniel Vorcaro, que está preso no âmbito da Operação da Polícia Federal Compliance Zero sobre suspeita de fraudes bilionárias.

Ao lado de Leandro Grass (PT), candidato do partido ao governo do Distrito Federal, Lula criticou a governadora Celina Leão (PP) e afirmou que ela tenta atribuir ao governo federal a responsabilidade pela situação do banco.

“A governadora, de forma cínica e mentirosa, tenta jogar a responsabilidade no governo federal. Quem quebrou o BRB foi a ligação entre o Ibaneis e o Vorcaro, do Banco Master. O BRB comprou títulos que não existiam, R$ 12 bilhões”, afirmou Lula.

Na sequência, o presidente também afirmou que não pretende repassar recursos para socorrer o BRB. “E agora estão dizendo pra mim: ‘Ah, presidente, se o senhor não der dinheiro, não vai poder pagar o Bolsa Família’. Nós não vamos deixar o povo sem dinheiro, mas não vamos dar dinheiro para o BRB”, declarou.

As declarações ocorrem em meio à crise financeira do banco e às negociações para viabilizar uma operação de reforço financeiro do BRB. Em agosto, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, relator da Ação Cível Originária (ACO) 3.755, conduziu audiência de mediação na qual as partes decidiram manter abertas as negociações sobre uma solução para o banco.

Em nota publicada em rede social, a governadora do Distrito Federal, candidata à reeleição, afirmou que Lula “quer quebrar o BRB”. “Ele ajuda, pela segunda vez, os Correios, mas se recusa a dar um aval para um empréstimo ao GDF”, disse.

Na terça-feira (15), o Governo do Distrito Federal (GDF) criou uma comissão especial para atuar na recuperação de ativos e na negociação de acordos para ressarcimento de danos relacionados ao Banco de Brasília (BRB). A medida foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), por meio de decreto assinado pela governadora.

A comissão funcionará no âmbito da Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF) e terá caráter técnico, propositivo e temporário. Entre as atribuições estão identificar valores, bens e direitos que possam ser recuperados pelo BRB, calcular os danos correspondentes e conduzir negociações para restituição de recursos.

Negociação no STF

Em 13 de agosto, o ministro Luiz Fux, relator da ACO 3.755, conduziu audiência de mediação com representantes do Distrito Federal, da União, do BRB, do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), do Banco Central, do Ministério Público Federal, do Banco do Brasil e de instituições financeiras. Na ocasião, as partes decidiram manter abertas as negociações sobre uma solução para o reforço financeiro do banco público.

A operação discutida prevê um empréstimo junto ao FGC para reforçar o capital do BRB, com garantias e contragarantias envolvendo, entre outros mecanismos, recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), sem aval da União.

Um dos entraves apontados nas negociações envolve as informações necessárias para a análise do plano de negócios do BRB e a segurança das garantias oferecidas aos bancos em caso de inadimplência. No dia 11 de agosto, parlamentares de oposição do GDF divulgaram em sessão na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) um ofício enviado pelo FGC ao governo.

De acordo com os parlamentares, o documento confirma que o GDF formalizou o pedido de contratação de R$ 6,6 bilhões. No entanto, aponta ausência de documentos sobre a situação da instituição, como as demonstrações financeiras auditadas referentes a 2025 e ao primeiro semestre de 2026. Mas, sem as informações, é impedido de concluir a análise. O FGC afirma estar impedido de atestar se o montante solicitado é suficiente para assegurar a viabilidade da operação envolvendo o banco público.

“Sem que a análise possa ser concluída pelo FGC, o fundo se encontrará impedido de atestar a suficiência do montante requerido para assegurar a viabilidade econômico-financeira da operação ao Banco BRB”, leu um trecho do ofício o deputado distrital Gabriel Magno (PT-DF).


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منبع
Brasil de Fato
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