Celso Amorim se reuniu em Pequim com o chanceler Wang Yi para discutir a relação Brasil-China, cooperação em IA e minerais críticos, além dos conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio, entregando uma carta de Lula a Xi, que reforça a convergência estratégica entre os dois países.
De acordo com apuração da mídia brasileira, Amorim entregou uma carta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao seu homólogo chinês, Xi Jinping, reforçando a convergência estratégica entre os dois países.
Brasil e China trataram do desenvolvimento de sistemas de IA de código aberto, com foco em ética e inclusão, e da ampliação das capacidades produtivas ligadas a minerais críticos e terras raras, essenciais para tecnologias eletrônicas, veículos elétricos e a transição energética.
A pauta econômica ocorre em meio ao aumento da relevância desses insumos nas cadeias globais de tecnologia e energia, um espaço em que ambos buscam avançar no sentido da agregação de valor, para fortalecer setores estratégicos diante da competição internacional na cadeia.
No campo diplomático, Amorim e Wang Yi defenderam o multilateralismo, o diálogo e a solução pacífica de conflitos, além de rejeitarem ingerências externas, considerando o BRICS como tendo um papel estratégico para a articulação das negociações de paz.
O encontro entre eles ocorre dias após a Cúpula do BRICS, e os dois diplomatas revisaram a declaração aprovada pelo bloco e a presidência chinesa do grupo, segundo a apuração.
Wang Yi destacou o avanço acelerado das relações bilaterais sob orientação de Lula e Xi, classificando a parceria como modelo de solidariedade do Sul Global, e elogiou a adesão brasileira à Organização Mundial de Cooperação em IA, defendendo que os dois países promovam um desenvolvimento tecnológico inclusivo e benéfico à humanidade.
Ainda segundo a mídia, Amorim afirmou que Brasil e China devem aprofundar a coordenação em plataformas multilaterais e implementar o consenso entre os chefes de Estado, ampliando a cooperação prática em diversas áreas.


