EUA tentam tensionar o debate no Brasil para justificar uma intervenção, explica analista internacional

به قلم Larissa Bohrer18/09/2026 às 00:2625 بازدید
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Brasil de Fato

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, em carta divulgada nesta semana, que o Brasil “falha no combate ao crime organizado” e as facções como Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), classificadas como terroristas pelo governo estadunidense. No mesmo documento, citou o governo interino de Delcy Rodriguez na Venezuela como exemplo de combate ao narcotráfico.

A analista internacional Amanda Harumy avalia que a ação de Trump é uma clara tentativa de interferir as eleições no Brasil. “Ela busca tensionar o debate no Brasil, reforçando a classificação das facções como terroristas, e abrir caminho para uma possível intervenção mais direta e aí sim militar”, pondera em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

Harumy, contudo, considera que o tarifaço já era uma evidente intervenção. “É uma pressão financeira para desestabilizar a popularidade do atual presidente e também candidato que está na frente nas pesquisas que é o presidente Lula”, afirma.

A analista compara esse movimento de Trump contra o Brasil à situação da Venezuela, destacando que antes do sequestro do presidente Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, o governo dos EUA fez diversos movimentos de pressão e ameaças. “A ingerência dos EUA não acontece de um dia para o outro, ela é um processo e é algo que tem sido mapeado e decidido pela política externa de Trump com Marco Rubio para conquistar a América Latina resgatando a Doutrina Monroe”, explica.

Os EUA já intervieram no Brasil em outros momentos, como na instauração da ditadura militar, mas agora existe um “método sofisticado” que, entre muitos elementos, usa a estratégia comunicacional. “Essa grande máquina de comunicação e fake news que era liderada pelo [Fernando] Cerimedo, por exemplo, ela não e do nada, isso não é orgânico. Tem um planejamento, um objetivo político e um financiamento. Tudo isso tem sido usado como uma arma de ingerência na América Latina. Existe um método, um objetivo e uma receita que está sendo aplicado na América Latina”, analisa.

Para ouvir e assistir

Durante o horário eleitoral, até 1º de outubro, o jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira das 12h25 às 14h, e a segunda, sem alteração, a partir das 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

منبع
Brasil de Fato
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