O levantamento divulgado nesta quinta-feira (17) pelo instituto de pesquisa AtlasIntel, em conjunto com a Bloomberg, mostra um crescimento do campo progressista no Paraná. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cresceu 6,2 pontos percentuais no estado desde a última pesquisa, de 9 de setembro. Na disputa para governador, Requião Filho (PDT) aparece com 28,2% das intenções de voto no primeiro turno, ultrapassando Sandro Alex (PSD), com 18,6%.
Na pesquisa, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 53,7% das intenções de voto, seguido de Lula, com 34%. Augusto Cury (Avante) registra 4,1%; Ronaldo Caiado (PSD), 2,2%; Romeu Zema (Novo), 1,8%; Renan Santos (Missão), 1,7%; Rui Costa Piment (PCO), 0,3%; Clariana Barão (DC), 0,1%; Samara Martins (UP), 0,1%. Brancos e nulos são 0,4%, e 1,8% não soube responder.
Na série temporal, Flávio Bolsonaro encolheu 2,1 pontos percentuais, desde 9 de setembro, enquanto Lula cresceu 6,2. No mesmo intervalo, Cury também caiu 4 pontos. Em um cenário de segundo turno, Lula aparece com 38,8% contra 57,5% de Flávio Bolsonaro, no Paraná – uma diferença de 18,7 pontos. Na primeira pesquisa, há uma semana, a diferença era de 28,6, em favor de Flávio.
Crescimento de Lula no Paraná pode ser decisivo
Para Mateus Albuquerque, cientista político e professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), o crescimento pode ser significativo, caso a tendência se repita em outras pesquisas. “A vitória em 2022 não veio pela conquista de estados em que já se estava no topo, e sim pelos bons resultados em estados em que Lula perdeu, como São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul”, explica.
“Não temos voto distrital: perder ‘apertado’ no Paraná pode significar mais do que ganhar folgado em Sergipe, por exemplo”, afirma Albuquerque, que também é coordenador do Observatório de Elites Políticas e Sociais do Brasil. Na disputa presidencial de 2022, Lula fez 36% dos votos válidos no Paraná, no primeiro turno, contabilizando 2,3 milhões de votos.
A aprovação do governo Lula no Paraná também cresceu: em 9 de setembro, 33% aprovavam a gestão atual e 65% desaprovavam. Em 17 de setembro, 38% aprovam e 59% desaprovam.
Requião Filho cresce contra Sergio Moro
Na disputa para o Palácio Iguaçu, o levantamento da AtlasIntel registrou continuidade da liderança de Sergio Moro (PL), que aparece com 49,1%. A mudança, agora, é que Requião Filho, com 28,2%, ultrapassou Sandro Alex, com 18,6%. Em relação ao primeiro levantamento, há uma semana, Moro cresceu 0,8 pontos e Requião Filho, 6,6 – enquanto Alex encolheu 6,5.
Segundo o cientista político e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Emerson Cervi, a base de intenções de votos de Moro é alta, mas seu crescimento talvez tenha um limite.
Completam o quadro de candidatos ao governo do estado Luiz França (Missão), que registrou 0,9%; Tayná Miessa (UP), 0,1%; Adriano Funileiro (PCO), 0,1%; brancos e nulos, 0,2%; e 2,9% não souberam responder.
O candidato do Partido Liberal (PL) aparece à frente nos cenários de segundo turno: 50,4% contra 35,5% de Alex, e 57% contra 37,1% de Requião Filho. Na série temporal do cenário de segundo turno, Requião Filho cresceu 2,4 pontos contra Moro, que encolheu 2,3. Entre Moro e Alex, ambos cresceram: o primeiro 0,1% e o segundo 0,5%.
Albuquerque explica que Requião Filho ainda não atingiu seu potencial eleitoral. “Sua meta de campanha deve ser transferir os votos de Lula para si, coisa que ainda não conseguiu fazer. Essa é uma dificuldade histórica da esquerda no estado: não conseguir transferir os votos da majoritária nacional às suas candidaturas locais, o que lhes garantiria mais vagas nos parlamentos, por exemplo”, aponta.
No intervalo temporal, a aprovação do governo Ratinho Junior caiu 5 pontos, de 68% para 63%, enquanto a desaprovação subiu 4 pontos, de 26% para 30%.
O instituto AtlasIntel ouviu 1794 eleitores no Paraná entre 11 e 16 de setembro de 2026, a partir do método de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os protocolos PR-02671/2026 e BR-09264/2026.
