Negociações terminam sem acordo, e EUA iniciam tarifa de 50% contra Canadá, que promete retaliação

22/08/2026 às 15:400 visualizações
O presidente Donald Trump
O presidente Donald Trump
Brasil de Fato

As tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos importados do Canadá entraram em vigor neste sábado (22), após as negociações comerciais entre os dois países terminarem sem consenso na sexta-feira (21).

Em resposta, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, suspendeu as discussões e classificou como “injustas e economicamente inviáveis” as exigências de última hora apresentadas pelo governo de Donald Trump. Carney disse que o país vai responder à taxação na mesma proporção, igualando as tarifas estadunidenses para proteger as empresas e os trabalhadores canadenses.

Por outro lado, o representante de comércio dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que o Canadá se recusou a fechar o acordo nos termos que haviam sido encaminhados no início da semana.

A Casa Branca fundamentou a aplicação das tarifas na chamada Seção 338 da legislação dos Estados Unidos. O governo Trump diz que os produtores estadunidenses sofrem tratamento discriminatório no mercado vizinho, especialmente nos setores de laticínios, automotivo e de bebidas alcoólicas.

Os dois países negociavam a imposição dessas tarifas, anunciadas em julho, por meio de reuniões lideradas pelo ministro canadense do Comércio, Dominic LeBlanc, e por Jamieson Greer. Trump chegou a conceder três dias adicionais de isenção na última semana para tentar um entendimento, mas as conversas não avançaram.

As taxas afetam mercadorias avaliadas em cerca de 20 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 102 bilhões), o que equivale a 5,5% de todas as exportações do Canadá para o mercado estadunidense. Entre os itens atingidos estão desde materiais de construção, como cimento, até artigos esportivos, como tacos de hóquei.

Atualmente, não há novas rodadas de reuniões agendadas entre as duas delegações. Além da disputa tarifária imediata, os países ainda precisam negociar as revisões do Tratado de Livre-Comércio da América do Norte, acordo compartilhado com o México que o governo dos Estados Unidos se recusou a renovar no mês passado.

Fonte
Brasil de Fato
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