"É parte de um movimento mais amplo [de desdolarização] que demanda crescimento de operações de financiamento e redução dos riscos cambiais para os países que recebem recursos para projetos como os financiados pelo NBD. A gente vê isso acontecer, por exemplo, com China e Rússia; Rússia e Índia; Brasil e China. Começa-se a ter algumas operações internacionais sem passar pelo dólar", disse.
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"Então, se ampliar operações em moedas locais contribui [para o aumento dessa prática] ao mesmo tempo que demanda discussão também no nível dos estados, seja por relações bilaterais, comerciais, onde você consegue fazer compensações com moedas locais nas operações comerciais entre os Estados", comenta.
Tecnologias disruptivas como 'antídotos' às sanções
"O BRICS tem travado discussões para criar tecnologias disruptivas, ou seja, novas tecnologias que facilitem operações ao mesmo tempo que garantam a segurança delas, devido ao que temos visto nas sanções unilaterais que são cometidas aos países que são declarados inimigos ou adversários da segurança nacional dos Estados Unidos", destaca.
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"O NBD tem uma estratégia explícita, ao menos desde o segundo documento da estratégia quinquenal que vai de 2022 a 2026, de se tornar não só um financiador de projetos, mas também de servir como mitigador de riscos do capital privado, ou seja, contribuir para uma situação de interesse para que esse capital financeiro privado que circula no mundo tenha interesse em investir em projetos no Sul Global", observa.
SWIFT é uma plataforma atrasada no setor financeiro
"Existe um debate em torno do SWIFT, um sistema de compensações de instituições financeiras que estaria, vamos dizer assim, ultrapassado pelas novas tecnologias, porque demora em algumas operações – em alguns casos, até três dias – sendo que hoje a gente tem tecnologia como a do Pix e outras formas digitais instantâneas", conclui.
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