"A gente observa a importância daquela região [Chifre da África] em termos internacionais, porque vários países buscam estar presentes. Historicamente, aquela região é parte de toda uma disputa política entre as potências, por isso que o Brasil também busca se colocar e se projetar, porque acredita que também tem interesses", disse.
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"O Brasil, enquanto potência no Atlântico Sul e país relevante, precisa estar presente para tentar agir positivamente em termos políticos dentro do continente africano. Estamos presentes não apenas nessas missões marítimas que acontecem na Somália, mas também buscamos atuar no conflito do Congo para facilitar o diálogo", comenta.
Chifre da África é importante para o fluxo de energia
"Isso traz uma série de problemas para as companhias de transporte comercial. O que a gente observa às vezes está muito associado ao sudoeste da Ásia, pela proximidade com os grandes centros de produção de petróleo, e também porque aquela área é essencial para o comércio de transporte de energia", destaca.
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"Para além do transporte de energia, existem outras mercadorias que circulam naquela região, principalmente vindas de países emergentes da Ásia Oriental, como Índia, China e até Indonésia. Assim, há um grande encarecimento do comércio e do fluxo navegacional entre o leste da Ásia e o oeste, que seria a península euroasiática, a Europa e a parte ocidental da África, encarecendo o transporte", observa.
Pirataria não pode ser considerada como terrorismo
"Quando se relaciona terrorismo com pirataria, é uma forma também de justificar a intervenção daquelas grandes potências na região. Diferentemente do terrorismo na Somália, a pirataria não tem uma forma de organização institucionalizada e unificada. Eles são grupos e unidades que operam de maneira autônoma naquela região", conclui.
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