Construído no Brasil, navio afretado pela Petrobras tem tripulação 100% feminina

18/09/2026 às 19:5575 visualizações
Foto: AVISO: midia estatal russa / Sputnik Brasil
Não por acaso, a embarcação recebeu o nome de Starnav Elektra. Na mitologia grega, Elektra evoca uma figura feminina de forte personalidade e protagonismo, tendo em sua raiz o significado de "brilhante" e "radiante".
O navio foi construído no Estaleiro Detroit, em Itajaí (SC), com investimento de cerca de R$ 450 milhões. Faz parte do Programa Mar Aberto, para renovar e ampliar a frota do Sistema Petrobras. Com 92 metros de comprimento, é um navio híbrido (diesel-elétrico) do tipo Platform Supply Vessel (PSV).
De acordo com a Petrobras, o Starnav Elektra navegou de Santa Catarina ao Rio de Janeiro sob a liderança da comandante Isabela Teixeira Ponce de Leon, com 16 mulheres embarcadas. As plataformas das bacias petrolíferas brasileiras são o próximo destino da embarcação.
Durante a cerimônia, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou que os investimentos na indústria naval e offshore visam otimizar o retorno de capital da Petrobras e impulsionar novo ciclo de negócios e oportunidades para o setor, além de garantir segurança e continuidade para a indústria nacional.
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"São projetos que nos trazem mais eficiência e lucro. Quando usamos nossa própria frota, estamos economizando recursos e valorizando o portfólio da Petrobras", disse ela.
Ela salientou que nessa primeira entrega do programa há 48 barcos contratados até o final deste ano.

"Até o ano que vem, vamos alcançar um total de 96 embarcações, incluindo barcaças e empurradores. As empresas brasileiras estão tendo um desempenho excelente e estão vencendo todas as licitações", declarou Chambriard.

Ainda segundo ela, para garantir a meta da empresa avançar na transição energética, os projetos dos novos PSVs incorporam sistemas mais modernos de geração e distribuição de energia, incluindo bancos de baterias, que reduzem em cerca de 18% a emissão de gases poluentes em comparação a modelos tradicionais.
Há, ainda, monitoramento de consumo por telemetria e possibilidade futura de operação parcial com combustível renovável. As novas tecnologias de pintura e sistemas anti-incrustação também contribuem para reduzir o consumo de combustível e as emissões.
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