"Pode ser um significado de tentar constranger o Brasil e tentar cooptar os países vizinhos aqui para interesses dos Estados Unidos e tirar cada vez mais da órbita das relações do Brasil com todos os países que estão envolvidos nesse contrato com os Estados Unidos, que é o Escudo das Américas, e isso demonstra uma séria preocupação para os nossos interesses locais", disse.
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"Nós temos uma situação atual que é de ameaça ao Mercosul, não só pelo Brasil, com uma eleição em vias agora, mas com o Milei, com o presidente do Paraguai e com outros governos locais daqui sendo assediados pelos Estados Unidos. [Logo] essa cooperação econômica, que já é consolidada, acho que coloca o Brasil na mira e pode afetar o Mercosul", comenta.
Drones dos EUA tensionam os países sul-americanos
"Isso é uma situação que está se agravando aqui na América do Sul, com a militarização, o combate ao narcotráfico. Já tivemos momentos desse tipo no começo do ano 2000, quando teve o Plano Colômbia e agora temos uma situação de reavivamento de reinstalação de bases militares e trazendo uma situação nova, um equipamento não tripulado, o que é uma situação inédita para a América do Sul", destaca.
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"Nunca tivemos aqui na América do Sul uma operação desse tipo com drones armados que não fazem parte do arsenal de nenhum dos países sul-americanos, então é uma situação nova e que certamente terá efeitos colaterais. Nós estamos vendo o assassinato de pescadores que têm a suspeita de estar transportando drogas", observa.
Detalhes do drone Reaper que pode vir para a região
"O Reaper é uma evolução daqueles drones de vigilância que eram utilizados nos anos 90 e 2000. É um drone que é um avião turboélice, remotamente pilotado, e tem capacidade de levar armamento e cargas. Eles têm capacidade de ataque significativa, com precisão, contra alvos, inclusive alvos móveis, contra veículos, contra embarcações. E eles podem fazer ataques sem serem detectados", conclui.
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