La fine della quota eleva al 67% la tariffa sulle importazioni di carne bovina brasiliana in Cina

02/10/2026 às 00:3749 visualizzazioni
Foto: AVISO: midia estatal russa / Sputnik Brasil
A nova barreira já leva frigoríficos e pecuaristas a discutir como aproveitar a cota de 1,128 milhão de toneladas prevista para 2027 antes que ela seja novamente esgotada. Representantes do setor estimam que o volume possa acabar entre março e abril, o que aumenta a pressão para antecipar a produção e organizar os embarques.
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) avalia a possibilidade de realizar abates ainda em outubro e embarcar a produção em novembro. Como o transporte marítimo até a China leva de 40 a 45 dias, a expectativa é que a carne chegue ao país asiático em janeiro de 2027, já dentro da nova cota.
A preocupação das empresas ocorre em um mercado que ganhou peso expressivo para a pecuária brasileira na última década. Entre 2016 e 2025, o Brasil exportou 8,2 milhões de toneladas de carne bovina para a China, em operações que movimentaram US$ 42,3 bilhões (R$ 221,1 bilhões).
No mesmo período, os embarques anuais cresceram de 164,9 mil toneladas para 1,6 milhão de toneladas. Com isso, a participação brasileira superou 40% de todo o produto importado pela China.
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Segundo a Abiec, nos últimos meses as empresas buscaram compradores em outros mercados, além de retomarem as conversas com o governo sobre a distribuição da cota de 2027 entre os frigoríficos. O objetivo é evitar a concentração do volume disponível em poucas empresas.
Na terça-feira (29), a China autorizou mais duas unidades brasileiras a exportar carne bovina, uma de Minas Gerais e outra de Pernambuco.
A política passou a ser adotada pela China diante do aumento das importações e como medida de proteção ao mercado interno. A sobretaxa também alcança outros fornecedores de carne bovina, e não apenas o Brasil, que ficou com a maior cota.
Diante disso, a Abiec estima que as exportações totais de carne bovina do Brasil recuem cerca de 10% em 2026 na comparação com 2025. A previsão considera também as restrições adotadas pela União Europeia.
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