Fonteles defende industrialização com energia limpa e rebate ‘fake news’ sobre energia solar no Piauí

Von Rodrigo Chagas30/09/2026 às 03:2327 Aufrufe
Candidatos ao governo do Piauí durante debate da TV Clube, afiliada da Globo, nesta terça-feira (29).
Candidatos ao governo do Piauí durante debate da TV Clube, afiliada da Globo, nesta terça-feira (29).
Brasil de Fato

Rafael Fonteles (PT) defendeu nesta terça-feira (29), durante o debate da TV Clube, afiliada da Globo no Piauí, o uso da produção de energia renovável como base para ampliar a industrialização do estado e gerar empregos qualificados.

“O Piauí tem que pensar grande e deixar dessa síndrome do derrotismo”, afirmou o governador. Fonteles citou siderurgia, data centers e hidrogênio verde entre as atividades que poderiam ser atraídas a partir da oferta de energia solar e eólica.

“O Piauí é o terceiro maior produtor de energia solar e eólica do Brasil. Então o Piauí tem que pensar grande”, disse. Segundo ele, o objetivo é deixar de ser apenas produtor de energia e agregar valor à geração no próprio estado.

O debate sobre o setor também abriu confronto entre Fonteles e Lúcia Santos (PSDB). A candidata acusou o governo estadual de cobrar imposto sobre a energia solar excedente e disse que Fonteles recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra uma decisão judicial que restringia a cobrança.

Fonteles chamou a acusação de “fake news”. Ele citou a Lei 14.300, de 2022, sancionada pelo então presidente Jair Bolsonaro, e o Convênio 16/2015 do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) para sustentar que as regras questionadas não foram criadas pelo governo estadual.

“Você vai dar um Google aí: Lei 14.300, de 2022, sancionada pelo presidente Bolsonaro”, afirmou. “Esses custos foram criados no ano de 2022 numa lei sancionada pelo presidente Bolsonaro.”

Lúcia manteve a acusação e disse que Fonteles havia recorrido ao STF em janeiro para permitir a cobrança sobre a energia excedente. “Fake news é o que o governador destila”, afirmou.

Hidrogênio verde

Lúcia também questionou os projetos de hidrogênio verde defendidos pelo governo e afirmou que os investimentos ainda não saíram do papel.

Fonteles respondeu que empreendimentos industriais desse porte têm prazo mais longo de implantação e citou projetos na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Parnaíba.

Fonteles afirmou que a estratégia é usar a disponibilidade de energia renovável para atrair atividades industriais. “Não apenas ser um produtor da energia limpa, mas industrializar o estado a partir dessa vantagem competitiva”, disse.

Quelle
Brasil de Fato
Original öffnen ↗
War diese Nachricht nützlich?

Debatten 0

Seien Sie der Erste, der zur Debatte beiträgt.

Teilen Sie Ihre Informationen und fördern Sie Ihr Argument

Zögern Sie nicht, nützliche Informationen zu veröffentlichen.

Um an der Diskussion teilzunehmen, melden Sie sich an oder erstellen Sie ein kostenloses Konto.