"A bet virou uma desgraça na vida das pessoas pobres," disse Lula em São Miguel Paulista, acompanhado por Haddad, Marina Silva, Simone Tebet e Alckmin.
Lula citou caso de empresário que fez 1.300 transferências para sites de apostas em dois meses e deve R$ 2,5 milhões; uma jovem que tinha loja, começou a apostar e acumula dívida de R$ 600 mil; e uma mãe cujo filho se suicidou por causa do vício e das dívidas.
🇧🇷🚧 Agenda cheia: Após evento de campanha, Lula visita obras de universidade em SP
— Sputnik Brasil (@sputnik_brasil) September 26, 2026
👉 O presidente Lula (PT) cumpre agenda em São Paulo neste sábado (26) com visitas às obras da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) no bairro de Itaquera e ao novo prédio do Instituto… pic.twitter.com/UcicroPiBg
"Essa atitude minha de acabar com as bets é para não permitir que alguém pegue o dinheiro do leito do filho, do pão das crianças, do lanche que o filho ia comer na escola, e jogue nas bets. Ninguém vai ficar rico apostando em jogo. Quem fica rico é o dono da bet," afirmou.
As apostas online já estão proibidas, mas sites seguem um calendário definido para encerramento: Até 5 de outubro, 23h59: Sites permanecem disponíveis para que apostadores resgatem saldos.
Em 6 de outubro, todos os sites de bets saem do ar definitivamente e de 9 a 14 de outubro, ocorre devolução integral dos saldos aos apostadores.
A partir de 14 de outubro, a Caixa Econômica Federal intermediará devoluções em caso de dificuldades com demais bancos.
O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e operadoras licenciadas publicaram manifesto criticando a decisão, argumentando que a proibição total pode empurrar apostadores para sites clandestinos sem fiscalização. As organizações anunciaram ação judicial.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, chamou a medida de "estelionato eleitoral" e "solução fajuta", defendendo continuidade com maior fiscalização e proibição apenas de uso de recursos de programas sociais em apostas.

