A Argentina não planeja usar métodos militares para retomar as disputadas Ilhas Malvinas, afirmou nesta segunda-feira (21) o presidente do país, Javier Milei. Anteriormente, Milei enviou ao Congresso um projeto de lei para proteger a soberania sobre a região.
O projeto prevê punições para aqueles que explorarem ilegalmente os recursos naturais, a criação de incentivos para interromper esse tipo de atividade e o fornecimento ao país de instrumentos para se proteger de ameaças externas.
"Nenhuma guerra. Nós não estamos falando de guerra de forma alguma. Estamos falando em recuperar essas ilhas por meio da diplomacia", afirmou Milei em entrevista ao canal de TV francês LCI, ao responder a uma pergunta sobre o tema.
O texto enviado pelo governo argentino ao Congresso previu, ainda, o endurecimento das sanções contra companhias não autorizadas do setor petroleiro que avançarem na região. No documento, a Casa Rosada ressaltou que recuperar a soberania argentina sobre as Malvinas, como entende a Сonstituição do país, é um objetivo irrenunciável do povo.
"O Estado argentino tem a obrigação de utilizar todas as ferramentas diplomáticas, econômicas, judiciais e legais disponíveis para defender nossa soberania e nossos recursos", pontua.
Os governos da Argentina e do Reino Unido mantêm uma antiga disputa pela soberania sobre as ilhas no Atlântico Sul. Em 1982, os dois países entraram em guerra, que durou várias semanas e terminou com a derrota de Buenos Aires.
Em 2013, foi realizado um referendo nas ilhas, no qual a esmagadora maioria dos moradores votou pela manutenção do status de território ultramarino britânico. O governo argentino afirmou, na época, que o resultado do referendo não afetaria as reivindicações territoriais da Argentina sobre as ilhas.


