"A 'guerra nas estrelas', para a gente, é uma ideia muito da ficção científica, de naves espaciais lutando umas contra as outras e por aí vai. Só que no campo atual, a gente tem alguns meios do que a gente poderia denominar armas espaciais e que não necessariamente são um míssil explodindo um satélite. [Por exemplo] a guerra eletrônica, que é uma interferência e uma falsificação de sinais de forma muito simples. E ela acontece em terra também", disse.
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"Quando a gente pensa na própria Força Espacial Americana, que foi criada em 2019 pelo presidente Donald Trump, a gente tem que ela vai descrever algumas categorias importantes ali de capacidades de estabelecimento de conflito no espaço. Como ataques cibernéticos, ou seja, se entra nos sistemas espaciais pelo ambiente cibernético. A gente tem os lasers e as outras armas de energia dirigida, que poderiam ser armas antissatélites", comenta.
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Exploração espacial também tem contornos militares
"A utilização da astropolítica, que vai nascer pela teoria do Everett Dolman, que vai falar que os EUA devem cumprir objetivos importantes, ou seja, entendendo esse espaço exterior como um novo teatro de guerra. Ou seja, há um risco de aceleração da competição militar no espaço. Mas é importante a gente separar isso do que dizer que uma nova corrida armamentista já está plenamente em vigor no espaço", destaca.
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"O espaço nasce militarizado. A conquista do espaço nasce durante a Guerra Fria. A União Soviética sai na frente nesse processo, mas ele é totalmente utilizado para fins militares, seja de projeção e de aumento de prestígio, dentro da disputa bipolar da Guerra Fria. E a gente vai herdar essa militarização do espaço. O que se tenta fazer hoje é evitar no espaço armas de caráter ofensivo", observa.
Corrida aeroespacial possui outros atores envolvidos
"A gente tem que lembrar que há outros players como Rússia, China, Índia, que são atores importantíssimos nessa disputa. A Rússia tem todo um legado da herança soviética e atual de construção de um poder espacial. A China veio, digamos que, atrasada nesse desenvolvimento, mas hoje em dia é um ator importantíssimo nessa [nova] conquista do espaço", conclui.
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