A prestigiada Simone comemora seus 50 anos de carreira com uma turnê pelo Brasil, chamada “Que Mulher É Essa?!”. O novo espetáculo, segundo a própria cantora, marca também uma fase nova de sua trajetória, uma saída da zona de conforto.
A tour conta com uma equipe de jovens artistas, como Ronaldo Fraga, responsável pela direção artística, e Ana Frango Elétrico, na direção musical do espetáculo.
“Eu queria um som novo, pessoal novo, que mexesse comigo, que discutisse comigo, que colocasse os pontos. Cada ser humano é bem diferente um do outro, né? E eu queria ter esse. Não sei se seria embate, mas ter essa geração perto de mim. Eu tenho 76 anos e quero sair à luta. Não tenho medo de nada. Eu me agarro nessas pessoas, nessa juventude, nesse som, nas pessoas que são geniais”, comenta Simone em entrevista ao programa Conversa Bem Viver, da Rádio Brasil de Fato.
Mulheres e direitos
O título, “Que Mulher É Essa?!”, surge de uma reflexão sobre a trajetória de Simone na música, com várias versões ao longo desses anos. O show aborda como ela foi lida e entendida por público e crítica, além de abrir espaço para uma diversidade de mulheres da atualidade, vítimas do machismo e de misoginias, segundo Simone.
“Eu quero falar dessas mulheres, não só das que foram violentadas, como das que venceram. Porque passaram por muita coisa também. A mãe ou a avó da Nélida [Piñon] dizia o seguinte: ‘Todos os dias vem alguém e bate à sua porta, convidando você a desistir. Então, você tem que bater a porta na cara e não desistir.’ É assim que a gente leva. A gente caminha, mas caminha devagar. A gente caminha dentro do possível e impossível”.
Ao mencionar a relação da sua turnê com o processo eleitoral, Simone pondera que ambos podem, sim, se relacionar. Ela lembra que nunca se furtou a se posicionar, principalmente por um quarteto que considera basilar de estrutura para a população: educação, moradia, alimentos e segurança.
Educação, esporte e arte
Simone também fez carreira no basquete, inclusive sendo convocada para a Seleção Brasileira de Basquetebol Feminino, o que garantiu sua participação em competições nos anos 1970. Após uma lesão, ela afastou-se das quadras e migrou para a carreira musical.
Ela considera importante existir uma maior valorização do esporte e da música na educação de crianças e adolescentes. “Eu sempre dizia assim: esporte e música têm que ser matéria obrigatória. Mas tem que ter uma valorização muito grande dessas duas matérias”, destaca a cantora.
Para ver a agenda completa da turnê, acesso o site oficial da cantora neste link.
Conversa Bem Viver

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