Campanha de Lula vai ao STF e ao TSE contra interferência dos EUA nas eleições

23/09/2026 às 23:4870 दृश्य
Flavio Bolsonaro e Donald Trump na Casa Branca
Flavio Bolsonaro e Donald Trump na Casa Branca
Brasil de Fato

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou, nesta quarta-feira (23), o Supremo Tribunal Federal (STF) para adoção de medidas urgentes para investigar uma possível interferência por parte dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro.

O PT também ingressou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo mesmo motivo. Na ação, a campanha de Lula acusa os irmãos de abuso de poder político, econômico e dos meios de comunicação.

No sábado (19), a Folha de S. Paulo publicou a informação de que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) elevou para um “nível de criticidade” o risco de influência e interferência externa dos Estados Unidos nas eleições.

O relatório, que foi enviado à Presidência da República, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Ministério da Justiça, aponta uma escalada das pressões do governo de Donald Trump sobre o Brasil e relaciona a atuação de Washington a uma estratégia mais ampla para reorientar politicamente a América Latina.

O relatório dedica atenção especial à atuação do secretário de Estado e assessor de Segurança Nacional dos EUA, Marco Rubio. Segundo a Abin, sua política para a América Latina tem um componente ideológico e busca “influenciar e reorientar a política externa dos países da região”.

Na terça-feira (23), 14 países integrantes do Escudo das Américas, grupo de governantes de extrema direita da América Latina organizado por Donald Trump, assinaram um acordo que considera 24 facções narcotraficantes como “ameaças compartilhadas”, tornando-as alvos de sanções conjuntas. Os grupos criminosos brasileiros Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) estão entre os citados.

No mesmo dia, horas antes, ao abrir a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Lula defendeu que o Brasil “não subestima o desafio representado pelo crime organizado”, mas que não pretende “terceirizar a responsabilidade” de proteger os cidadãos. “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, completou Lula.

स्रोत
Brasil de Fato
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