PM cerca Paraisópolis e mobiliza 174 policiais em operação contra o crime organizado

25/09/2026 às 11:172 visualizações
Polícia Militar realiza operação contra o crime organizado em Paraisópolis
Polícia Militar realiza operação contra o crime organizado em Paraisópolis
Brasil de Fato

A Polícia Militar (PM) realiza, desde a manhã desta sexta-feira (25), uma operação contra o crime organizado em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo (SP). Segundo a corporação, todas as entradas e saídas da comunidade estão cercadas.

A ação é comandada pelo tenente-coronel Minosso, comandante do 16º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M). Participam equipes do batalhão com apoio da Companhia de Ações Especiais de Polícia (Caep) Oeste, do Canil Central e de todos os Batalhões de Ações Especiais de Polícia (Baeps) com cães da capital e da Região Metropolitana. O sistema Olho de Águia, do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), dá suporte com drones. Ao todo, foram mobilizados 174 policiais, 61 viaturas, uma aeronave, um drone e 16 cães.

Até o momento, a PM não divulgou balanço de presos nem de apreensões. A corporação informou apenas a prisão de um homem procurado pela Justiça do Paraná por roubo. Em nota, a PM afirmou que a prisão “reforça registros já divulgados pela imprensa de criminosos de outras regiões que se abrigam em Paraisópolis e recebem apoio de integrantes do crime organizado local.”

Histórico de operações e mortes

Paraisópolis tem sido alvo frequente de ações policiais neste ano. Em março, 14 pessoas foram presas. Em maio, a PM fez uma operação para retirar barricadas atribuídas ao crime organizado, com mais de 60 agentes, 15 viaturas e drones, e anunciou a intensificação do policiamento na região.

Em 9 de junho, uma operação terminou em troca de tiros, com uma pessoa baleada e um ônibus do transporte público atingido por disparos. As comissões de Direitos Humanos, de Igualdade Racial e da Advocacia Popular da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) manifestaram preocupação e cobraram do poder público informações sobre as medidas adotadas para proteger os moradores e garantir o funcionamento dos serviços essenciais. Em agosto, novas ações na comunidade tiveram registro de tiroteio e prisões.

A favela carrega o histórico de uma das ações policiais mais letais da capital paulista. Em dezembro de 2019, nove jovens morreram pisoteados durante uma ação da PM em um baile funk na comunidade, episódio conhecido como Massacre de Paraisópolis. Em agosto deste ano, a Justiça decidiu levar 12 PMs a júri popular pelas mortes. Em julho de 2025, dois policiais foram presos em flagrante pela morte de Igor Oliveira de Moraes Santos, de 24 anos, baleado quando já estava rendido, com as mãos na cabeça. Na ocasião, o porta-voz da PM classificou a conduta como ilegal.

Fonte
Brasil de Fato
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