Trump vai 'ver o que é bom’ quando Avibras produzir foguetes, diz Lula a empresários

26/09/2026 às 04:2373 Aufrufe
Foto: AVISO: midia estatal russa / Sputnik Brasil
O líder brasileiro fez referência ao sócio do grupo J&F que comprou a fabricante de mísseis e foguetes Avibras, sugerindo capacidade de resposta tecnológica brasileira a avanços do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Este país tem que ter um pouco de seriedade, mas sem perder o humor", completou em seguida.

Lula questionou a legitimidade da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, descrevendo-a como uma "construção política" de Trump que ignora implicações globais. Também advertiu sobre tentativas de Washington de controlar recursos naturais brasileiros, mencionando o secretário de Estado americano, Marco Rubio.
"Essa é a aposta mais do Marco Rubio do que dele [Trump]. Enquanto eu for presidente, o dono disso aqui chama-se povo brasileiro e ninguém vai me roubar o meu povo."
Rubio tem sido um dos principais defensores de políticas ambientais mais restritivas para a Amazônia brasileira e que os EUA deveriam ter voz em como o Brasil maneja seus recursos naturais — uma posição que Lula classifica como tentativa de roubo de soberania.
Lula descreveu que, quando conversou com Trump, "a gente sentou, ele foi dar entrevista e eu disse: 'Não, manda a imprensa embora, vamos conversar primeiro'".
O presidente brasileiro relatou que Trump mencionou durante a conversa que possui "o maior exército do mundo, o maior navio do mundo", mas que prontamente rebateu: "Eu não quero guerra, eu quero ganhar na narrativa."
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Notícias do Brasil
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EUA x Irã

Lula questionou a estratégia de Trump no conflito e afirmou que o presidente estadunidense matou o aiatolá Khomeini, líder supremo do Irã, no início da ofensiva conjunta com Israel em março de 2026, mas a guerra continua, porque Trump não compreendeu a importância estratégica do estreito de Ormuz:
"A guerra começou quando ele matou o Khomeini. Você inventou uma guerra, disse que tinha ganhado. Ele nem sabia que tinha o Estreito de Ormuz. Nem sabia. Então, como é que um homem desse pode levar o mundo a uma crise? Porque quem paga a conta é o pobre", afirmou Lula.
Lula relatou ter conversado com Trump por telefone um mês antes, para discutir a reforma do Conselho de Segurança da ONU e que abordou a guerra do Irã com os líderes das principais potências mundiais.
"Liguei para o Trump, liguei para o Xi Jinping, liguei para o Putin. 'Por que que vocês não se reúnem, cara?'", relatou Lula, ao argumentar que a guerra não deveria estar fora das negociações da ONU, porque seus cinco membros permanentes — Inglaterra, França, Rússia, China e Estados Unidos — possuem direito de veto que poderia bloquear ações unilaterais.
"Eles têm o direito de veto. Só prova as coisas que eles querem. Se eles não quiserem, calem. Se um vetar, não acontece", explicou o presidente, sugerindo que o conflito está sendo resolvido de forma extrajudicial, sem mediação adequada das Nações Unidas.
Por fim, Lula declarou que agências regulatórias federais brasileiras estão sendo "capturadas" por decisões privadas e operando fora do controle estatal. Ele também criticou propostas de redução em gastos sociais e previdenciários.
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